Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Análise sobre o grupo de jogadores da Chapecoense

Muitos jogadores deixaram a Chapecoense no fim de 2018, mesmo assim há bastante remanescentes. Afinal, o grupo do ano passado era exageradamente grande e boa parte tem contrato em vigor. Apenas quatro caras novas se apresentaram para a pré-temporada. O elenco, hoje, conta com 35 peças.

A julgar pelo futebol apresentado em 2018 e a (falta de) perspectiva dos mesmos, o clube poderia se desfazer (emprestar ou liberar) de pelo menos sete nomes. Dos 19 atletas que tinham vínculo até dezembro, 15 deixaram a Chape. Só ficaram Amaral, Bruno Pacheco, Fabrício Bruno e Vinícius Freitas. Destes 15, lamento a saída de um apenas: Leandro Pereira. O Verdão tentou mantê-lo, mas não conseguiu competir com proposta de fora.

Este número (35) deve se manter nos primeiros meses de 2019, período em que o Verdão disputará três competições simultaneamente – Catarinense, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil. O Estadual começa na semana que vem, enquanto que os torneios em fevereiro. Há quantidade, mas do meio para frente é preciso acrescentar qualidade. Confira uma análise sobre a Chape do momento.

Para o gol

A Chapecoense elegeu João Ricardo como ficha 1 para a vaga de Jandrei, vendido ao Genoa. Insistiu na contratação de um goleiro que virou ídolo do América-MG e conseguiu contratá-lo. Outros clubes da Série A também estavam de olho no jogador. Trata-se de um arqueiro com certa experiência, que se destacou em um clube que ano sim ano não disputa a Série A e que encara a vinda à Chapecoense como a grande oportunidade de sua vida. Porém, falta sombra ao novo contratado no grupo.

Defesa

O único setor pronto na Chapecoense. Os quatro jogadores que terminaram 2018 como titulares da linha defensiva permaneceram: Eduardo, Douglas, Fabrício Bruno e Bruno Pacheco. Um quarteto de respeito e que já está entrosado. A cozinha está montada, situação altamente positiva. A permanência de Fabrício Bruno foi a grande notícia neste início de temporada. Para dizer que nem tudo está certo, falta um substituto a Eduardo. A diferença entre ele e os imediatos é grande.

Meio-campo

Volantes não faltam. Ficará ainda melhor se o resultado do julgamento no caso de doping do Moisés Ribeiro for positivo. Para o setor de criação, é necessário reforçar. O Verdão acredita muito no crescimento de Diego Torres e Yann Rolim, mas só apostar é arriscado, tanto é que a diretoria busca mais um meia armador. Canteros tem qualidade, mas ficou provado em 2018 que ele não possui o perfil do clube. Investimento alto para tanta oscilação, daí o custo-benefício não fecha.

Ataque

Com todo o respeito aos profissionais, mas lá na frente há mais quantidade que qualidade. São 10 atletas, mesmo assim a Chapecoense carece de melhores opções. Prova disso é que, apesar do número excessivo de jogadores para o sistema ofensivo, a direção vasculha o mercado atrás de um centroavante. Para a beirada, o Verdão acertou (teoricamente) ao trazer Renato. Foi o artilheiro do Avaí na Série B. Aylon pode atuar centralizado, bem como pelos lados. Versátil. Uma boa opção.

Concluindo

Para o Catarinense, o Verdão já tem time para ser campeão, mas para o Brasileirão vai precisar qualificar consideravelmente.

1 COMENTÁRIO(S)

  1. Concordo com as observações, exceto com relação aos volantes. Acho que falta alguém para este setor, pois Amaral no ano de 2018 esteve muito abaixo do esperado. Se o Moisés retornar, ok, caso não, precisamos contratar um volante marcador.

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