Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Criciúma 0x1 Chapecoense: Mordi a língua, de leve, mas mordi. Bom também!

Que bom! Ótimo! Excelente! Mordi a língua, de leve, mas mordi. Sinceramente, não via motivos para acreditar em uma atuação diferente (para melhor) da Chapecoense diante do Criciúma, na tarde deste domingo (10), no Sul do Estado, pelo Catarinense. No primeiro tempo, vamos combinar que vimos mais do mesmo. Na segunda etapa, porém, precisamos reconhecer que o Verdão melhorou significativamente, principalmente depois das alterações promovidas pelo técnico Claudinei Oliveira.

Placar final: 1 a 0. Uma vitória importantíssima da Chape na Capital do Carvão. Valeu muito pelo resultado, que mantém a equipe de Claudinei firme na luta pela liderança do Estadual. O time verde-branco tem o dever de mirar o topo da tabela para obter a vantagem de decidir o título em casa em uma eventual classificação à final. Estando 100%, o volante Augusto não pode ficar fora do 11 inicial. Perotti tem entrado bem. Renato, mesmo entrando no decorrer, fez a sua melhor partida pelo clube do Oeste.

Primeiro tempo

Vimos algum jogaço entre Criciúma e Chapecoense. É um confronto tradicional no futebol catarinense. Porém, o primeiro tempo deste domingo não honrou a história deste enfrentamento. Sem emoção, sem qualidade. Muitos erros de passe. O Tigre tomou a iniciativa, mas esbarrava na marcação. O Verdão, por sua vez, contentou-se em tentar o contra-ataque. A Chape foi a campo com três atacantes, mas parecia ter apenas um. Conseguia verticalizar o jogo somente quando a bola caía nos pés de Victor Andrade, mas uma andorinha só não faz verão. Mais uma vez, o time do técnico Claudinei Oliveira foi um marasmo.

Segunda etapa

Mais do mesmo nos primeiros minutos da segunda etapa. Criatividade praticamente zero, nível técnico baixo. Enfim, uma lástima de confronto. A Chapecoense melhorou consideravelmente a partir das substituições. Claudinei colocou Augusto, Renato e Perotti, nos lugares de Yann Rolim, Victor Andrade e Lourency. O trio deu novo gás e força ofensiva ao time verde-branco. A transição ficou rápida. O domínio se transformou em gol em lance que envolveu os três que entraram: Renato para Perotti, que finalizou. Luiz deu rebote e Augusto aproveitou para balançar a rede. As decisões de Claudinei funcionaram.

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