Andréa Leonora
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Jornalista com mais de 30 anos de experiência, passou pelos jornais A Notícia, Diário Catarinense, Gazeta Mercantil e Indústria&Com;ércio. Tem matérias publicadas também em O Globo e Folha de São Paulo. Atuou na Assessoria de Imprensa da Petrobras, no Rio de Janeiro, e, em Santa Catarina, na área de Comunicação da Celesc, da Eletrosul e da Assembleia Legislativa. É editora da Coluna Pelo Estado desde 2010 e coordenadora de Integração Editorial da ADI-BR

Custo x Benefício

Nos últimos dias, a Coluna Pelo Estado publicou a opinião do presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, e do presidente da Facisc, Jonny Zulauf, sobre o aumento do teto do funcionalismo público estadual, efeito cascata do ajuste do Supremo Tribunal Federal (STF) que beneficiou somente 900 servidores, segundo informações obtidas junto às secretarias de Administração e da Fazenda. Ainda sendo um número pequeno frente ao universo de mais de 123 mil, o impacto anual do ajuste do teto representa R$ 72 milhões. Hoje nós trazemos a opinião do presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar.

Enquanto Breithaupt e Zulauf criticaram o ajuste do teto, principalmente pelo momento crítico das finanças do Estado, Aguiar, questiona a vantagem disso para a sociedade. “Mais importante do que a discussão sobre os valores nominais dos salários do funcionalismo é o debate sobre a eficiência, a produtividade e a qualidade dos serviços prestados à sociedade. Neste campo precisamos avançar muito”, observou. Para o presidente da Fiesc, a máquina pública hoje é muito cara e os contribuintes estão insatisfeitos com o que recebem em troca de uma carga tributária elevada. “Os funcionários públicos devem receber salários compatíveis com as entregas esperadas pela sociedade.

O que esperamos é uma busca contínua pela eficiência e que, a exemplo do que ocorre na iniciativa privada, se faça mais e melhor com menos. O setor público precisa beneficiar a sociedade e não onerá-la”, recomendou. O assunto foi levantado em conjunto por jornalistas da ADI-SC, da Adjori-SC e do Notícias do Dia no final de fevereiro. Além de reações no setor produtivo, também tem gerado manifestações na Assembleia Legislativa.

Investimento socioambiental

A semana foi intensa nas ações socioambientais da Celesc. Na quinta-feira (7) aconteceu a formatura de 62 meninos e meninas do programa Jovem Aprendiz. Todos foram selecionados por critérios socioeconômicos e de vulnerabilidade social. Nos últimos dois anos, adolescentes com idades entre 14 e 16 anos participaram de curso sobre rotinas administrativas, receberam reforço escolar, orientações para ingresso no mercado de trabalho e atuaram em diversas áreas da Celesc. O projeto, desenvolvido desde 2006 e que prioriza o ingresso de jovens indicados pelo Ministério Público, já beneficiou mais de 1.200 jovens catarinenses. E até junho vai formar outros 40 aprendizes. Já a partir deste sábado (9) e até o dia 06 de abril, as unidades da empresa em todo o estado começam a viabilizar ações do Celesc Voluntária. Nesta edição, as ações desenvolvidas por empregados incluem distribuição de material educativo com dicas de economia de energia e esclarecimentos sobre a fatura, distribuição de mudas de plantas e árvores, pintura temática e educativa sobre segurança com energia elétrica, reparos na Associação de Pais e Amigos dos Autistas, em Itajaí, reforma da parte elétrica da APAE de Campos Novos, e recolhimento de lixo na Barragem de Itá, entre outras atividades.

Igualdade de condições O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro De Nadal (MDB), defende regras iguais na aplicação da política de incentivos fiscais concedidos pelo Estado. A manifestação do parlamentar vem após avaliar que empresas de um mesmo setor não podem ter tratamento diferenciado destes benefícios. “Todas as empresas devem usufruir dos mesmos parâmetros para que possam concorrer em igualdade de condições”, afirma. Ele aponta que a guerra fiscal, travada entre Estados, provoca desequilíbrio no desenvolvimento regional do país. “O importante é que todos os setores tenham condições de sustentabilidade para gerar emprego e renda com garantias e segurança jurídica.”

Cerveja 1 Pela primeira vez a República Tcheca vai participar da Feira da Cerveja de Blumenau, que será realizada de 13 a 16 de março. Com forte tradição cervejeira, o país quer estreitar os laços comercias com Santa Catarina. O estilo pilsen, tem origem na cidade de mesmo nome (Plzen) e é o mais consumido pelos brasileiros. São mais de 400 cervejarias por lá, número que não para de crescer: em média, uma nova cervejaria é inaugurada por semana no país do Leste Europeu.

Cerveja 2 Os tchecos querem trazer para cá a expertise que acumulam em produção, equipamentos e matéria prima. Tudo será mostrado na feira, realizada em paralelo ao maior festival cervejeiro do Brasil e da América Latina. No dia 15 de março, o vice-presidente da Câmara de Comércio da República Tcheca, Borivoj Minár, profere palestra sobre a tradição da cerveja tcheca. No ano passado, uma missão de empresários, representantes da prefeitura de Blumenau, esteve no país para ampliar negócios entre República Tcheca e o Estado de Santa Catarina.

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