Cezar da Luz
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Cezar da Luz é gaúcho de São Gabriel, aquerenciado há 40 anos em Chapecó. Na imprensa é colunista do Diário do Iguaçu/Folha de Chapecó e há 16 anos apresenta o programa Chama Nativa na Rádio Super Condá Am 610. Também é pesquisador e palestrante da história e cultura gaúcha.

Jamais esquecerei do Dia da Bandeira do Brasil

A memória não me ajuda a lembrar do ano. Mas jamais esquecerei o dia: era 19 de novembro. Eu estava apresentando a entrega de premiação de um rodeio na Efapi, em Chapecó. Ali na minha frente surge a figura do amigo Edson Otto, presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) e intérprete de grandes sucessos – a exemplo de Esquilador, de Telmo de Lima Freitas, ganhadora da Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979.

Convidei ele para falar ao público tradicionalista. Depois da saudação, perguntou: que dia é hoje? Após um longo silêncio, ouviu-se uma voz baixinha dizendo: é Dia da Bandeira. Edson Otto seguiu questionando: “e o que é que a nossa Bandeira do Brasil está fazendo lá no fundo, escondida?”.

Trouxemos a bandeira para a frente do palco e ele, de microfone na mão, começou a cantar o Hino à Bandeira. Aos poucos, os presentes começaram a cantar juntos. A emoção tomou conta e lembro de ter visto muita gente chorando. “Recebe o afeto que se encerra/Em nosso peito juvenil/Querido símbolo da terra/Da amada terra do Brasil”. Sou eternamente grato ao saudoso Edson Otto. Jamais esquecerei o Dia da Bandeira.


A Bandeira do Brasil

Após a proclamação da República, em 1889, uma nova bandeira foi criada para representar as conquistas e o momento histórico para o país. Projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, foi inspirada na Bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret.

Aprovada pelo Decreto nº 4, de novembro daquele ano, manteve a tradição das antigas cores nacionais (verde e amarelo) do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul atravessada por uma zona branca em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita com os dizeres “Ordem e Progresso”.

As estrelas que fazem parte da esfera representam a constelação Cruzeiro do Sul. Cada uma corresponde a um estado e, de acordo com a Lei nº 8.421, de 11 de maio de 1992, deve ser atualizada no caso de criação ou extinção de algum estado. A única estrela acima na inscrição “Ordem e Progresso” é chamada Spica e representa o Estado do Pará.


Hino à Bandeira Nacional

Letra de: Olavo Bilac (1865-1918); Música de: Francisco Braga (1868-1945). Apresentado pela 1ª vez em 09/11/1906.


Salve lindo pendão da esperança!

Salve símbolo augusto da paz!

Tua nobre presença à lembrança

A grandeza da Pátria nos traz.


Recebe o afeto que se encerra

em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!


Em teu seio formoso retratas

Este céu de puríssimo azul,

A verdura sem par destas matas,

E o esplendor do Cruzeiro do Sul.


Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!


Contemplando o teu vulto sagrado,

Compreendemos o nosso dever,

E o Brasil por seus filhos amado,

poderoso e feliz há de ser!


Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!


Sobre a imensa Nação Brasileira,

Nos momentos de festa ou de dor,

Paira sempre sagrada bandeira

Pavilhão da justiça e do amor!


Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

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