Andréa Leonora
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Jornalista com mais de 30 anos de experiência, passou pelos jornais A Notícia, Diário Catarinense, Gazeta Mercantil e Indústria&Com;ércio. Tem matérias publicadas também em O Globo e Folha de São Paulo. Atuou na Assessoria de Imprensa da Petrobras, no Rio de Janeiro, e, em Santa Catarina, na área de Comunicação da Celesc, da Eletrosul e da Assembleia Legislativa. É editora da Coluna Pelo Estado desde 2010 e coordenadora de Integração Editorial da ADI-BR

Ministérios buscam solução conjunta

Depois da reação do setor produtivo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve em “longa reunião” com a equipe do Ministério da Economia em busca de uma solução conjunta para os efeitos negativos que virão com a suspensão da taxa de antidumping para a importação de leite em pó da Europa e da Nova Zelândia. As equipes dos dois ministérios estudam medidas que possam ao menos minimizar os impactos para a produção nacional. Matéria publicada na página do Ministério da Agricultura destaca que “trata-se de um dos setores mais inclusivos do agronegócio em que pequenas propriedades rurais, com área de até 50 hectares”, características comuns no meio rural catarinense.

Essas propriedades, de pequeno porte, são responsáveis por 51% do leite líquido comercializado no campo. Ainda segundo o texto, cerca de 1,2 milhão de estabelecimentos rurais são dedicados à produção de leite no país. Santa Catarina é o quarto estado maior produtor de leite no país, dono de uma bacia leiteira que a cada ano amplia os volumes de produção, especialmente na região Oeste. Assim sendo, será duramente afetado pela medida. Sem esquecer que o meio rural já vem sofrendo com o embargo à importação de carnes de aves brasileiras, por parte da Arábia Saudita, medida que também prejudicou frigoríficos instalados no estado. Na próxima semana, uma comitiva de empresários do setor e do governo do Estado estará no Ministério da Agricultura em busca de soluções para a cadeia produtiva do leite.

Luto no esporte de SC

O incêndio que destruiu o alojamento de jogadores de base do Flamengo, no Rio de Janeiro, na madrugada dessa sexta-feira (8), impôs mais um luto para Santa Catarina e, especialmente, para os que apreciam o futebol. Ainda com a memória viva do acidente do avião da Chapecoense, agora a perda é de mais dois jovens promissores talentos, que morreram na tragédia do Ninho do Urubu, como é chamado o Centro de Treinamento do time carioca. Bernardo Pisetta, de 14 anos, nascido em Indaial, treinava para ser goleiro. Vitor Isaías, de 15 anos, natural de São José, tinha apenas seis meses de clube e já se revelava como atacante. O grito da torcida rubro-negra ao redor do mundo silenciou pelos dois jovens catarinenses e pelos demais oito mortos na tragédia. | Fotos: Facebook

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A agenda econômica do governo federal deve impulsionar as vendas de produtos brasileiros no exterior. A projeção do mercado é de crescimento de cerca de 20% nas exportações nos próximos quatro anos.

Postagem feita pelo presidente Jair Bolsonaro, do hospital onde se recupera de cirurgia e de pneumonia, no dia seguinte ao da suspensão da taxa antidumping do leite da Europa e da Nova Zelândia

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Retomada O senador Esperidião Amin (PP) enviou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, solicitando a inclusão na pauta do STF do processo que discute a demarcação da divisa oceânica entre Santa Catarina e o Paraná para fins de distribuição de royalties a título de indenização aos estados e municípios devido à exploração de poços de petróleo. O ministro Alexandre de Moraes pediu vista na sessão de 12 de dezembro do ano passado e nessa sexta-feira (8) devolveu os autos para o julgamento. Amin costuma comparar a disputa pelos royalties do petróleo à Guerra do Contestado, só que agora a disputa é marítima.

Volta às aulas Para iniciar oficialmente o ano letivo das escolas públicas estaduais, o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, visitará escolas da região de São Joaquim e Lages nesta segunda e terça-feira (11 e 12). O critério de escolha foi o baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) das escolas e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios. São pelo menos sete escolas de ensino fundamental e médio com diferentes perfis de alunos. A ideia é ouvir os educadores, conhecer a realidade de cada unidade, trabalhar futuras e novas ações, e apresentar o planejamento da Educação neste ano. Leia matéria completa sobre o recomeço do ano letivo no SCPORTAIS.com.br, pelo link goo.gl/EUez4n

Escola Rural, programa de inclusão digital no campo, beneficiou 377 alunos em 2018. O projeto, que oferece cursos de informática para jovens, filhos de agricultores. É realizado pelo Comitê para Democratização da Informática (CPDI) em parceria com Casas Familiares Rurais e Escolas Públicas. O objetivo é profissionalizar o jovem produtor e evitar o êxodo rural. Patrocinado pela Philip Morris Brasil, o Escola Rural atua em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no Paraná. “Nesses seis anos de projeto já foram mais de 2 mil jovens rurais beneficiados. A ideia é que eles criem inovações e ações voltadas para sustentabilidade dentro de suas propriedades”, explica a coordenadora do CPDI, Cleusa Kreusch.

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