60% dos incêndios em edificações acontecem em casas

Levantamento feito pelo Corpo de Bombeiros de SC mostra que, em 2016, 781 incêndios foram registrados em moradias unifamiliares, que não são objetos de fiscalização dos Bombeiros

Um levantamento realizado pela Divisão de Perícias de Incêndio do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina aponta que 60% dos incêndios em edificações, atendidos em 2016, aconteceram em residências unifamiliares, ou seja, em casas. Em 2016 foram registrados 1.311 casos de incêndios em edificações que foram investigados pela corporação e destes, 781 foram moradias. Segundo o CBMSC, pela legislação, esses imóveis não são objetos de fiscalização do Corpo de Bombeiros Militar para serem construídas.

Ainda de acordo com os dados apurados pelos Bombeiros, em todo ano de 2016 foram atendidos 84 casos de incêndio em residências multifamiliares (condomínios), onde é exigida a realização de vistorias de aprovação prévia de projetos preventivos de incêndio.

 

Principais causas



O levantamento feito pela Divisão de Perícias de Incêndios do CBMSC também divulgou quais foram as principais causas dos incêndios registrados durante o ano de 2016. Em quase 69% dos casos, a perícia indicou que o fogo começou por interferência humana, de forma direta, geralmente com dolo; ou de maneira indireta seja por negligência, imperícia ou imprudência nas instalações elétricas ou uso inadequado de eletrodomésticos nas casas, citam como exemplo os Bombeiros.

Para o chefe da Divisão de Perícias de Incêndios, Major Deivid Vidal, as pessoas precisam incorporar em suas rotinas a adoção de medidas preventivas e de segurança para evitar sinistros. “Um eletrodoméstico esquecido ligado, uma tomada de energia com sobrecarga ou mesmo o incorreto uso de um fogão à lenha/lareira, podem ser o início de um incêndio de grandes proporções e com perdas irreparáveis,” explica.

 

Fogões a lenha, velas e fósforos

 

Os principais causadores de incêndios, conforme apurou o levantamento, são descuidos relacionados com o manuseio de fogões à lenha, fósforos, além de velas esquecidas acesas, e ainda incêndios gerados por crianças não supervisionadas que brincavam com fogo. Situações ligadas a problemas com eletricidade como superaquecimento em fritadeiras e aquecedores elétricos, sobrecargas elétricas e curtos-circuitos em tomadas, ventiladores, máquinas de lavar roupas, chuveiros e geladeiras, vêm logo em seguida como os principais causadores de incêndios.

 

Estudos


Vidal explica que o estudo é importante para tipificar os incêndios e buscar ações preventivas. “É conhecendo as causas e recorrências de incêndios, estudando e observando a eficácia dos sistemas de segurança contra incêndios, avaliando o correto uso de técnicas de combate a incêndios, que podemos reavaliar nossa atividade dando continuidade e ampliando a atuação preventiva, instruindo a comunidade e zelando pela vida alheia, mantendo sempre a filosofia de que não há mérito em combater um incêndio que poderia ter sido evitado,” conclui.

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