Alckmin é o primeiro a receber as pautas do Oeste

Presidenciável participou de reunião com entidades do Setor Produtivo na tarde desta terça-feira, quando recebeu as pautas que a região defende

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Audrey Piccini

politica@diariodoiguacu.com.br

Pré-candidato à presidência da República do PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin desembarcou em Chapecó na tarde desta terça-feira (12). A agenda foi focada essencialmente no setor produtivo e o presidenciável recebeu a pauta de reivindicações do Conselho Empresarial de Chapecó (CEC) das mãos do presidente da entidade, Nico Tozzo.

A agenda contemplava, ainda, uma reunião na Aurora Alimentos, mas que precisou ser cancelada porque o clima instável impediu que o avião que trazia o presidenciável pousasse em Chapecó. Mas a demonstração de insistência em conseguir chegar em Chapecó rendeu o reconhecimento do empresariado que aguardava para ouvir o pré-candidato.

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O evento com Alckmin teve dois momento: uma coletiva de imprensa e depois a conversa com os empresários. Aos jornalistas, o ex-governador falou sobre projeto político e disse admirar o modelo de Santa Catarina. “Quero destacar o meu carinho, minha paixão por Santa Catarina, adoro esse Estado. Acho um estado fantástico. Essas cooperativas de Santa Catarina, são modelo para o mundo”, afirmou.

Corrida eleitoral

A pré-candidatura de Alckmin não tem empolgado, como alguns imaginavam, nas pesquisas de intenção de voto. Nada que prejudique, garantiu. Mas considerou que o PSDB já conta com cinco partidos apoiando o projeto e assegurou que com a propaganda no rádio e na televisão a situação mudará. Em grande parte porque os indecisos batem nível muito alto nos levantamento.

“Nós já temos pré-coligação de cinco partidos e é lógico que isso vai crescer. É lógico que quem tem pré-candidato tem pressa em fazer aliança, enquanto quem não vai ter candidato não tem (pressa) e isso vai ser definido em final de julho e começo de agosto”, garantiu.

Setor produtivo

Alckmin foi o primeiro pré-candidato, não apenas presidenciável, a receber as pautas do CEC, finalizadas e apresentadas recentemente. Assinou compromisso em tirá-las do papel e assegurou que seu projeto de governo está alinhado com a retomada do crescimento e da economia.

“Meu compromisso é total com o setor produtivo. O que tenho dito e reiterado que não tem solução sem crescimento, se o Brasil não voltar a crescer teremos falta de dinheiro para fazer infraestrutura. Prefeituras, estados e união terão problema fiscal gravíssimo. O Brasil vai para o 6º ano de déficit primário, estou rodando o país inteiro e é um mar de obra parada. O Brasil que investia 5% do PIB, hoje não investe 1,5%, temos um problema grave de uma economia está andando de lado”, afirmou.


Projeto

Para reprogramar a volta do crescimento, Geraldo Alckmin aposta no fortalecimento do setor produtivo e defende que a Reforma Tributária precisa ser tirada do papel nos primeiros meses do governo.

“Nossa proposta é fazer o Brasil voltar a crescer forte e sustentável e para isso é preciso de uma agenda de competitividade, simplificação tributária é o primeiro item. Simplificar cinco impostos em um: IPI, ICMS, ISS, PIS e Cofins. Aprovar rapidamente as PECs em janeiro, porque quem for eleito terá 55 milhões de votos, então reforma Tributária, Política, do Estado, Macro e Micro econômica, reduzir o Spread (taxa de juros cobrada pelos bancos). Nós precisamos de investimento no Brasil. Trazer dinheiro de fora, segurança jurídica, confiança”, completou.

Bolsonaro

O político tem questionado, via Twitter, se o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSC) tem proposta para a segurança pública, que seria a principal bandeira de pré-campanha do militar e deputado federal. Na coletiva, alfinetou.

“Nós não vamos melhorar o hospital a bala, não vamos melhorar a qualidade da educação a bala, a duplicação da BR-282 a bala, extremismo não é o caminho, é o descaminho. Democracia pressupõe o diálogo, construção de maioria e firmeza na postura, que é o que fizemos em São Paulo”, disse. 

Reunião com o empresariado

Em evento com o setor produtivo, Alckmin recebeu as pautas da entidade e assinou compromisso em tirá-las do papel. O presidente Nico Tozzo apresentou uma resumo dos principais pedidos dizendo que algumas obras são esperadas a mais de 40 anos.

A primeira delas é a duplicação da BR-282, principal corredor para escoamento da produção por meio dos portos do Estado. Depois veio o problema da rodovia SC-480, acesso de Chapecó à BR-282, que não tem dono porque ainda não foi finalizada efetivamente e já apresenta problemas de iluminação; a necessidade de garantir dinheiro para a construção de um novo terminal e de outras estruturas no Aeroporto de Chapecó; construção das ferrovias do Frango e Norte/Sul; e garantir a cedência da área da Epagri para construção de um parque e abertura de ruas.

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