Caso de Leishmaniose canina é confirmado em Chapecó

Animal foi identificado com a doença no mês de agosto e cão precisou ser eutanasiado

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Um caso de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) foi confirmado em um cão na cidade de Chapecó. O caso foi notificado à Vigilância Epidemiológica de Chapecó no dia 22 de agosto, por uma clínica veterinária da cidade. Um exame realizado pelo Laboratório Central (Lacen) confirmou o diagnóstico no dia 25 de agosto.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), o cão apresentava sinais e sintomas clínicos típicos da doença (emagrecimento, lesões de pele, unhas grandes, anemia e alterações hepáticas), e já se encontrava em estado de sofrimento, e foi eutanasiado na unidade de medicina veterinária da Unochapecó no dia 30 de agosto, com a autorização de seu tutor e respeitando as normas do bem-estar animal, atendendo a legislação sanitária vigente (Portaria GM/MS n 1.138, de 23 de maio de 2014) e a Resolução n 1.000, de 11 de maio de 2012, do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Segundo a Dive, considerando que a região não é reconhecida até o momento como área de transmissão da leishmaniose visceral canina, uma investigação está sendo conduzida de forma a avaliar fatores de risco para transmissão da doença, bem como identificar o local provável de infecção.

As equipes da Gerência de Zoonoses da ADR e da Secretaria de Saúde de Chapecó estão realizando a busca ativa de cães sintomáticos na região de entorno do caso, coletando amostras de sangue de animais com suspeita da doença, conforme protocolo do Ministério da Saúde, e realizando entrevistas com os tutores dos animais. Na próxima semana, também será realizada uma pesquisa vetorial para verificar se há a presença do mosquito-palha, inseto transmissor da parasita Leishmania chagasi, que provoca a doença.

A diretoria destaca que atualmente, o risco de transmissão de leishmaniose visceral humana em Santa Catarina está localizado somente no município de Florianópolis, pois é o único com registro de transmissão ativa de leishmaniose visceral canina e que teve o primeiro caso autóctone de leishmaniose visceral humana do estado confirmado no último dia 16 de agosto.

“Nos demais municípios do estado, a orientação é manter o monitoramento dos cães para identificar possíveis sintomáticos da doença, tendo em vista que os casos nos animais costumam preceder os casos em humanos, funcionando como um evento sentinela”, explica o médico infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente em Vigilância em Saúde da SES/SC.

Situação da doença no estado

Até maio deste ano, Florianópolis havia identificado 17 cães com diagnóstico positivo para leishmaniose visceral, sendo 5 eutanasiados, conforme informações do Centro de Controle de Zoonoses municipal. Em 2016, 56 apresentaram diagnóstico positivo, dos quais 47 foram eutanasiados ou morreram. Em 2015, 74 cães foram reagentes, dos quais 38 foram eutanasiados ou morreram.

Nas demais cidades, Santa Catarina totalizou 6 casos positivos para leishmaniose visceral canina, todos com transmissão fora do estado (importados). Desses, três foram eutanasiados. Em 2015, foram três confirmações (importados) e nenhuma eutanásia. O caso relatado em Chapecó está em investigação para identificar onde ocorreu a transmissão.

 
Sobre a doença

A leishmaniose é uma doença infecciosa grave, com alta taxa de letalidade, causada pelo parasita Leishmania chagasi. A transmissão do parasita ocorre por um flebótomo, pequeno inseto conhecido como ‘mosquito-palha’, que tenha se alimentado do sangue de um animal hospedeiro (reservatório): cão, em área urbana, e animais silvestres (gambás e raposas, por exemplo), em áreas de mata. O cão, por ser um animal doméstico e estando intimamente próximo ao ser humano, representa um risco à saúde pública quando doente.

Nos cães, a doença costuma se apresentar com emagrecimento; queda dos pelos; apatia; descamação ao redor dos olhos, focinho e ponta das orelhas; crescimento exagerado das unhas; conjuntivite ou outros distúrbios oculares; aumento de volume na região abdominal; diarreia, hemorragia intestinal e inanição. Um médico veterinário deverá ser acionado para o devido diagnóstico.




5 COMENTÁRIO(S)

  1. Atenção tutores... se informem hj a doença tem tratamento nos animais e os mesmos não precisam mais ser eutanasiados!!!!

  2. Bom dia Irma, leve seu cachorro para uma clínica veterinária. Lá um profissional irá examiná-lo para diagnosticar qual é o problema de seu cão.

  3. Irma procure uma clínica veterinária ele pode ver se realmente está com a doença ou é apenas um problema de pele alguma alergia derepente. Espero que não seja nada grave mas não espere.

  4. Boa tarde h onde levo o cachorro para ter certeza da doença o nosso está com lesão na pele chora a noite se cossa ao tempo todo principalmente a noite

  5. As pessoas precisam entender que o animal não transmite a doença diretamente. Temos que enviar a histeria coletiva que acompanha este tipo de notícia, levando as pessoas a abandonar os animais por medo. Existe prevenção e existe tratamento. E está mais do que ma hora de as autoridades pararem de sacrificar animais e começarem a agit de forma preventiva distribuindo coleiras e investindo em vacinação. Trata-se de uma grave zoonose que necessita de investimento e ações preventivas, não apenas paliativas.

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