Chape não desiste de reforços. Macnelly Torres esteve perto de acertar

Clube do Oeste tentou o camisa 10 do Atlético Nacional

A Chapecoense adota o sistema de numeração fixa, e a camisa 10 já tem dono. Ela pertence ao meia Nenén, jogador mais experiente do grupo (36 anos) e com 299 jogos pela equipe do Oeste catarinense. São 10 anos em Chapecó. No entanto, ele não é o titular do técnico Gilson Kleina, embora estivesse no 11 inicial na vitória sobre o Brusque por 2 a 0, no último domingo (11), em casa, pelo Estadual.

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O departamento de futebol vasculha o mercado atrás de alguém que, na prática, possa exercer a função de camisa 10. A ideia é qualificar um setor que possui Alan Ruschel, Nádson e Nenén e o jovem Kendy. Nenhum deu sinal, pelo menos por enquanto, de ser o “cara” do meio de campo do Verdão. Apesar de ser volante, Canteros se tornou o organizador do time. O argentino, que não joga desde 17 de janeiro por conta de uma lesão no joelho, voltou a treinar com bola nesta segunda-feira (12).

A procura por um “camisa 10” não é de agora. A Chape passou 2017 inteiro sem um meia que se firmasse. O venezuelano Seijas chegou por empréstimo do Internacional para acabar com esta deficiência, mas decepcionou. A saída foi improvisar o lateral direito João Pedro, que ficou boa parte da temporada no departamento médico, ou adiantar os volantes Canteros e Luiz Antônio.

Dificuldade enfrentada

A diretoria verde-branca sondou vários meias neste ano e, em alguns casos, abriu negociação. Na última semana, os dirigentes mantiveram contatos no mais absoluto sigilo com o colombiano Macnelly Torres, destaque do Atlético Nacional. O acerto com o atleta de 33 anos não ocorreu por detalhes, conforme informou o colunista do Diário do Iguaçu e comentarista da RIC/TV Record e Rádio Chapecó, Sérgio Badá Badalotti.

Fontes próximas à Chape confirmam que questões financeiras travaram as conversas com o jogador que disputou 48 jogos pela seleção da Colômbia. O clube de Medellín informou em seu site que Macnelly permanece.

Aliás, o aspecto financeiro é a grande barreira enfrentada pela Chapecoense. A direção demonstrou interesse em jogadores como Román Martinez, do Lanús, Carlos Sánchez, ex-River Plate e atualmente no Monterrey, Giovanni Augusto – emprestado pelo Corinthians ao Vasco – e Valdívia – emprestado pelo Inter ao São Paulo –, mas o salário destes e de outros é muito acima do teto imposto pelo Verdão.

Risco de perder Canteros

Talvez, a possível vinda de um “meia de respeito” servirá não para qualificar, mas suprir a saída de um jogador importante. Canteros está emprestado pelo Flamengo somente até a metade de 2018, com parte dos vencimentos paga pelo Rubro-Negro carioca. Em alta, o gringo de 28 anos, que ficará livre no segundo semestre, chamou a atenção do endinheirado futebol chinês. A Chape fez proposta, mas a chance de permanência é pequena.

A provável perda de Canteros força a diretoria a trabalhar com a hipótese de buscar mais um volante. O clube estuda a contratação de Wesley, ex-Santos, Palmeiras e São Paulo e que está sem time depois de defender o Sport, mas a irregularidade do jogador é um ponto negativo perante os diretores. A tendência é de que ele não siga o rumo da Arena Condá.

Homem de área

Além de um meia e um volante, a Chapecoense tenta trazer um centroavante. Com a ida de Túlio de Melo para o Japão, o substituto imediato de Wellington Paulista é o prata da casa Perotti, 20 anos, que vive o seu primeiro ano como profissional e já recebe críticas de torcedores. Em janeiro, a Chape esteve próxima de acertar com o argentino Juan Ignacio Dinenno, que aceitou convite do Barcelona, de Guayaquil (Equador).

Em campo

Dentro de campo, o principal objetivo do Verdão nos primeiros meses de 2018 é a conquista do terceiro título estadual seguido. Na sequência da temporada, o foco principal é brigar novamente por vaga à Libertadores via Série A do Brasileiro. A Copa do Brasil, a partir das oitavas de final, é outra competição que a Chape irá disputar.

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