Conheça os mitos e verdades sobre a escovação dentária

Existem vários erros e falsas verdades que acabam comprometendo a saúde bucal

Escovar os dentes é um ato que vai muito além da estética. Um sorriso bonito acompanhado de um hálito fresco transmite segurança e é considerado um ótimo cartão de visitas. Porém, apesar de parecer um processo simples, existem vários erros e falsas verdades que envolvem o ato de higienização e acabam comprometendo a saúde bucal.

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“Não escovar os dentes da forma correta pode acarretar muitos problemas, como o mau hálito, retração gengival, acúmulo de placa bacteriana, entre outros. Pouco adianta a pessoa realizar a escovação três vezes ao dia se o processo não for feito adequadamente”, afirma a dentista Rosane Menezes Faria.
 
Foi pensando exatamente sobre a questão, que a especialista listou alguns mitos e verdades sobre a escovação. Confira:
 
Enxaguantes bucais substituem a escovação: mito! 

Rosane destaca que os enxaguantes bucais possuem por grau representativo de importância dentro do processo de higienização bucal, mas, em hipótese alguma, substituem a escovação. “O enxaguante bucal é um agente auxiliar. Sozinho, sem a escovação e o fio dental, ele praticamente não tem utilidade nenhuma”.
 
A troca de escova deve ser frequente: verdade!

Dentista conta que o ideal é trocar a escova a cada três meses. Porém, esse período pode ser maior ou menor, pois depende de fatores como o cuidado e a força dispensada na escovação. 

“Quando a escova fica velha, as cerdas perdem a eficiência e é necessário um aumento da força na hora de escovar os dentes, o que pode prejudicar a dentição e causar problemas como a gengivite e desgaste dental, por exemplo. Também é preciso observar se não há presença de fungos na escova”, alerta.
 
A higienização noturna é a mais importante: verdade!

Durante o sono, a salivação diminui e pode ser até interrompida, o que, aliado ao ambiente úmido e com pouca movimentação, causa um aumento considerável da proliferação de bactérias presentes na boca. 

“Além disso, o uso de creme dental com flúor na escovação noturna resulta em maior redução da evolução das bactérias em relação à escovação pela manhã. Isso acontece  porque no período noturno o flúor tem maior capacidade de repor os minerais que são perdidos durante todo o dia”, esclarece Rosane.
 
O modelo da escova não possui nenhuma influência sobre a eficácia da escovação: mito!

A especialista conta que apesar de poucas pessoas darem importância ao modelo da escova de dente, o mesmo interfere diretamente na eficácia da escovação. “O correto é optar por uma escova com cabeça pequena, arredondada e de cerdas macias, principalmente para quem tem abertura pequena na boca. 

A interdental, que é caraterizada pela cabeça extremamente fina e cônica, além de possuir menos cerdas na comparação com a escova ‘comum’, é perfeita para quem usa aparelho, já que limpa entre os dentes e por dentro dos brackets. Escovas com cerdas médias e duras devem ser descartadas”, explica.
 
Existe uma forma correta de escovar os dentes: verdade! 

De acordo com a dentista, o ideal é que a escova seja apoiada suavemente sobre a superfície dos dentes em um ângulo de 45 graus, com a metade das cerdas recobrindo a superfície dental e a outra metade envolvendo a gengiva. 

“Sem pressionar a cabeça da escova de forma exagerada, a recomendação é fazer movimentos circulares durante aproximadamente cinco segundos em cada uma das superfícies dos dentes. É fundamental seguir uma sequência contínua, dente a dente, para não esquecer nenhuma parte ou possível nicho de retenção de placa bacteriana. Outra dica é não se esquecer de escovar a língua e gengiva, pois o acúmulo de placas nessas regiões podem passar para os dentes”.
 
É preciso usar grande quantidade de pasta dental: mito! 

Ao contrário do que muitos pensam, colocar bastante creme dental não é um sinônimo de boa higiene. A quantidade recomendada de pasta de dentes a cada escovação é a correspondente ao tamanho de um grão de ervilha. Quando a pessoa exagera na quantidade de creme dental, a chance de engolir esse excesso aumenta consideravelmente.

Quem já passou por tal experiência, sabe que não é nada agradável, além de ser um desperdício de creme dental. Além disso, existe o fato de o indivíduo querer se livrar do excesso de pasta dental, já que, normalmente, ela arde na boca. A ação mecânica da escova é muito mais importante que a ação química das pastas dentais. 
 


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