Deficientes visuais tocam reproduções de monumentos históricos pela 1ª vez em Chapecó

Projeto do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) apresentou arte em 3D para deficientes visuais da Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc)

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Nadia Michaltchuk
nadia@diariodoiguacu.com.br

Rodrigo dos Santos, 22 anos, nasceu com deficiência visual e desde criança se adaptou com à falta de um dos sentidos. No entanto, algo que sempre despertou sua curiosidade era saber como são os monumentos famosos como a Torre Eiffel, o Cristo Redentor e até mesmo o Desbravador.

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Nesta quarta-feira (6), graças a um projeto realizado por estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) de Chapecó, o jovem pôde apalpar esculturas históricas a partir de peças tridimensionais em tamanho reduzido. 

O projeto foi apresentado para os alunos da Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc), que já haviam trabalhado a história dos monumentos na disciplina de artes. Um a um, os deficientes visuais puderam tocar as peças e identificar características de cada monumento. Entre as obras em 3D também estavam a Igreja Matriz de Chapecó e a Estátua da Liberdade. 

Rodrigo é aluno do Adevosc desde os 7 anos. Apesar de já ter participado de diversas atividades da Associação, somente a partir desse projeto ele pôde realizar o desejo de saber como são os lugares que sempre sonhou conhecer. “Foi muito legal porque eu não fazia ideia de como esses monumentos eram. Eu tenho muita vontade de um dia estar pessoalmente na Torre Eiffel. Todas as peças foram interessantes, mas essa foi a minha preferida”, disse. 

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Segundo a diretora do Adevosc, Rosely Scheid, é emocionante ver os alunos tocando os monumentos que fazem parte do nosso cotidiano pela primeira vez. “Nós já tínhamos trabalhado sobre as esculturas e lugares turísticos em sala de aula, mas concretizar esse aprendizado de forma palpável é muito importante para eles que tem deficiência visual”, afirmou.

O projeto 

Três servidores, sete alunos do curso de Engenharia de Controle e Automação e o arquiteto de Chapecó Renato Slomski envolveram-se na ação de extensão nos últimos meses. Ao todo, foram produzidos 15 desenhos em um programa específico de computador. Em seguida, os estudantes testaram e calibraram a impressora 3D para, por fim, imprimirem as peças.

A impressora usada também foi desenvolvida por um estudante do curso, ainda em 2016. A criação custou apenas R$ 500,00, já que foram usados materiais reciclados, como sucata e caixote de madeira. 

De acordo com a coordenadora do projeto, Tatieli Lui Meneghini, a intenção do IFSC é aplicar os projetos estudados em sala de aula para o bem da comunidade. “Esperamos conseguir, através da arte, trazer motivação, iniciativa e a autonomia a eles. Esperamos também que esta arte impressa tridimensional traga conhecimento e interesse pela nossa cultura e pela nossa história”, afirmou.

Após a atividade, as peças foram doadas à Adevosc para uso didático (Foto: Nadia Michaltchuk)


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