Colaboradores da BRF aprovam suspensão de contratos em Chapecó

Centenas de funcionários da unidade de Chapecó participaram da assembleia promovida pelo Sitracarnes na tarde desta terça-feira (10). Suspensão começa a valer após as férias coletivas

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Centenas de colaboradores participaram da Assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Carnes e Derivados (Sitracarnes) de Chapecó para discutir a suspensão dos contratos de trabalho de cerca de 1,4 mil trabalhadores do setor de frangos da unidade de Chapecó. A assembleia foi realizada na tarde desta terça-feira (10) no Salão Comunitário da Vila Mantelli.

A suspensão, chamada Lay-Off, foi aprovada e passa a valer assim que terminarem as férias coletivas que iniciam dia 30 deste mês.

Conforme o Sitracarnes, após apresentar uma contraproposta negociada pelo Sindicato, os trabalhadores presentes aprovaram a suspensão dos contratos. “Diante da aprovação da categoria, o Sitracarnes assinará o Acordo Coletivo de Trabalho com a BRF”, informou o Sitracarnes.

 

Férias coletivas

No dia 30 deste mês, começa o período de férias coletivas para os trabalhadores do setor de frangos que segue até o dia 28 de agosto. No dia 29 começará a valer a suspensão dos contratos por até cinco meses.


Auxílio

Durante o período do Lay-off, os trabalhadores vão receber um auxílio equivalente a 80% do seu salário, pagos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “E perderão benefícios como vale alimentação, auxílio creche, FGTS e INSS (os tempo de suspensão de contratos não conta para a aposentadoria)”, informou o sindicato.

Curso de capacitação

Entre outros itens estipulados na proposta, está a obrigatoriedade do colaborador participar de cursos de formação, com no mínimo 75% de frequência. Os colaboradores que já são aposentados ou que ainda não completaram 12 meses de atividade na empresa, a BRF pagará o valor equivalente a bolsa do FAT.

 Confira o que foi negociado entre BRF e Sitracarnes

 •             Vale alimentação: um kit de produtos da BRF no valor de R$ 60,00 mensal; e R$ 50,00 no cartão do vale alimentação, durante a vigência da suspensão dos contratos;

•             R$ 40,00 de ajuda de custos, sem natureza salarial;

•             Em caso de demissão após três meses do fim da suspensão dos contratos, a empresa pagará multa adicional de 100% do salário nominal, além da multa rescisória normal;

•             Vale transporte gratuito durante a suspensão dos contratos;

•             Os trabalhadores abrangidos pela suspensão do contrato devem participar do curso de formação. Se faltar sem justificativa pode perder o salário;

•             O curso acontecerá em dias consecutivos;

•             Os aposentados que estiverem na suspensão de contratos receberão pela empresa o mesmo valor da bolsa do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador);

•             Para o trabalhador que não tem doze meses de empresa a BRF pagará o valor da bolsa do FAT;

•             Manutenção do plano de saúde;

•             A empresa repassou ao sindicato o nome de todos os trabalhadores envolvidos na suspensão dos contratos.

 

 

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