Indústria de móveis do Oeste conquista mercado mundial

A Sollos, indústria de móveis e outros objetos de madeira, localizada em Princesa, no Extremo Oeste catarinense

Uma parceria prolífica, sólida e constante entre criador e fabricação levou a empresa moveleira a um expressivo reconhecimento nos mercados brasileiro e internacional, com vendas em Paris, Londres, Tóquio, Sidney e Milão.

A Sollos, indústria de móveis e outros objetos de madeira, localizada em Princesa, no Extremo Oeste catarinense, produz peças capazes de suportar a passagem do tempo com o equilíbrio criado pela combinação de novas tecnologias e as tradicionais técnicas do feito a mão.

LEIA MAIS
>> O que é o Oeste Inovador?
>> Comprometimento regional para crescer ainda mais

"Pessoas dos cinco continentes nos procuram. Uma demanda global. As palavras se repetem, sensualidade, movimento, grau de sofisticação, despretensioso. Estamos conquistando não apenas o mercado brasileiro, mas o do exterior também", explica o criador Jader Almeida.

Fundada em 2004, a empresa surgiu com o foco de investimento em três qualidades chave: conceito, identidade e qualidade. O plano estratégico direcionava os 10 anos para o mercado doméstico.

Durante esse tempo, uma rede de logística e de clientes eficiente foi criada com a construção do poder de marca nas principais capitais. Construíram uma cadeia contundente que nos momentos de recuo econômico, como o vivido atualmente no Brasil, permanecesse forte e fundamentada.

Depois do reconhecimento no mercado brasileiro, em 2013, antes do previsto, começava a aplicação da estratégia de expandir as exportações. A procura de consumidores internacionais ávidos, após a conquista de prêmios importantes e da participação na semana de Milão em 2014, foram propulsores. Esse divisor de águas concretizou pontos de venda nos principais centros de design do mundo na Europa, Oceânia e Ásia.

O transporte e logística são pontos cruciais de uma cadeia produtiva. Nesse quesito, apesar de todas as qualidades já destacadas, a empresa perde como a maioria das indústrias do Oeste Catarinense.

Com as péssimas condições das rodovias, o empreendedor foi obrigado a desenvolver uma embalagem especial, que gera um aumento significativo no custo, mas minimiza o impacto dos diversos buracos da estrada em situação precária. Pelo foco na exportação, também tem que lidar com a burocracia e demora na emissão das autorizações de embarque para as vendas internacionais.

O criador explica que busca sempre um produto que mescle o atual e o atemporal, para produzir peças que atendam o presente e o futuro. “As máquinas que utilizamos são de alta tecnologia e fazem os detalhes, junções, frestas e montagem. A finalização manual é que dá essa perfeição. Criamos uma relação afetiva com as pessoas. Não apenas uma relação comercial e imediata. Produzimos uma peça de herança e desejo.”

Os produtos usam uma série de materiais, como as norte-americanas carvalho e nogueira e a brasileira tauari, incentivada do cultivo pelo Ibama, e fora da lista de árvores em extinção por baixo valor de mercado.

O foco na criação de um produto sustentável faz com que, da extração até a chegada à loja, mais de 50 famílias sejam beneficiadas diretamente na cadeia produtiva.



DEIXE SEU COMENTÁRIO

Renovigi, empresa de Chapecó, cresce mais de 700% em dois anos
Empresa de São Lourenço do Oeste conquista mercado internacional
Tecnologia produzida no Oeste para o mercado nacional
Indústria de móveis do Oeste conquista mercado mundial
O valor de um pãozinho
A força e a tradição do cooperativismo que alavacam o Oeste de SC
Comprometimento regional para crescer ainda mais