Julgamento de réus de chacina em São Domingos começa nesta quinta-feira (14)

Julgamento de dois dos cinco réus estava marcada para maio, mas foi adiado em função da greve dos caminhoneiros

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Está marcado para esta quinta-feira (14), o julgamento de dois dos cinco réus da chacina cometida em São Domingos no dia 12 de junho de 2016, quando cinco pessoas foram assassinadas e tiveram os corpos carbonizados.

Os réus Olívio Flor e Douglas dos Santos da Silva serão julgados em sessão do Tribunal do Júri prevista para começar às 8h. Olívio Flor responde por cinco homicídios duplamente qualificados, tortura contra uma vítima e cinco crimes de ocultação de cadáver.

Já Douglas dos Santos da Silva é acusado de cinco homicídios duplamente qualificados e cinco crimes de ocultação de cadáver. Em função da complexidade do caso, o julgamento pode levar mais de um dia.

 

Júri adiado

O julgamento inicialmente marcado para o dia 28 de maio, mas precisou ser transferido em função da paralisação dos caminhoneiros e do desabastecimento de combustíveis em todo estado.

 

Os sete réus

O processo tem ao todo sete réus. Os sete respondem por cinco homicídios qualificados e ocultação de cadáver e três réus respondem também por crimes de tortura e um deles é acusado de furto do aparelho celular de uma das vítimas. .

 

 Transferência para Chapecó

No fim de 2017, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a transferência do caso da comarca de São Domingos para Chapecó. O pedido foi feito pelos advogados de defesa de um dos réus e atendido pelo TJSC. Entre as justificativas para o Desaforamento (processo de transferência de comarca) está o fato de ser uma comarca pequena onde o crime causou grande comoção, o que poderia comprometer a imparcialidade dos jurados ou ainda que alguns deles poderiam ser intimidados.

 

 

O crime

 

Cinco pessoas foram assassinadas e tiveram o corpo carbonizados no crime que chocou a cidade de São Domingos no dia 12 de junho de 2016. As vítimas, entre elas um adolescente, foram encontrados dentro de um carro incendiado e abandonado em uma área rural da cidade. Os assassinatos foram cometidos dentro de uma boate e depois as vítimas foram colocadas no carro que foi incendiado.

Conforme a denúncia, os sete réus são acusados de terem torturado um homem que estava no estabelecimento, e que seria suspeito de matar o tio de dois dos réus. Outros quatro frequentadores do estabelecimentos, que não tinham nenhuma relação com o fato, foram mantidos amarrados enquanto a primeira vítima era torturada. Na sequência, os cinco foram assassinados a tiros. Os corpos foram levados até uma localidade próxima onde o carro e os corpos foram incendiados.

 

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