Kleinubing: Não há impedimento com o PSD. A porta fechada é com o PT

Deputado federal e pré-candidato ao Governo do Estado, João Paulo Kleinübing deixou o PSD e assinou ficha de filiação no Democratas. Segundo ele, a movimentação foi no sentido de oferecer um projeto novo para Santa Catarina

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Audrey Piccini
politica@diariodoiguacu.com.br

O senhor tem alguma mágoa que motivou a saída do PSD?

Não tenho mágoa nenhuma e não sai por desentendimento, mas para apresentar um novo projeto para Santa Catarina. Tenho maior respeito pelo governador Raimundo Colombo, pelo deputado Gelson Merisio, mas já vinha conversando e tenho uma história no Democratas. A pré-candidatura do deputado Rodrigo Maia à presidência da República ajuda nesse processo e hoje não há um pré-candidato no centro moderado que tenha encantado a população.

No que consiste esse novo projeto em que o senhor se refere?

O novo projeto tem que estar base na eficiência, novos modelos de gestão, absoluta sinceridade nos problemas de Santa Catarina que tem dificuldades fiscais muito grandes e vai precisar discutir o modelo de prestação de serviços de saúde, no modelo de segurança integrada envolvendo a sociedade nisso. Vai ter que discutir a questão logística na questão de longo prazo e se envolver de forma ativa. A BR-470 é a rodovia que nos une enquanto catarinenses e é um exemplo disso, o governo precisa se envolver diretamente nisso.

O senhor conhece a estrutura do governo. Esse projeto é viável?

É viável desde que se tenha coragem para fazer as mudanças necessárias, como discutir a eficiência do governo. Mas uma decisão importante do governo Raimundo Colombo foi o de não aumentar os impostos em meio à crise. Foi uma decisão de muita coragem, mas é preciso mudar a forma de prestar serviços. Nós temos, na saúde, por exemplo, vários modelos de prestação de saúde. No Oeste tem um modelo muito eficiente, que é o do Hospital Regional do Oeste de Chapecó, e outros menos eficientes como os hospitais próprios do Estado, por exemplo. Temos que tentar aproximar essa eficiência.

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E com relação às concessões ou privatizações?

Acho que a parceria com a iniciativa privada é absolutamente necessária, principalmente onde se tem grandes volumes de investimentos a fazer como a questão da infraestrutura. Acho que não podemos demonizar a parceria com a iniciativa privada, que tem um papel importante a fazer no desenvolvimento e investimento ao Estado, que as vezes tem dificuldades. Privatizar acho que temos que rediscutir, mas também não acho que seja a solução para tudo.

O senhor atribui o rombo da saúde a esse problema de gestão dos hospitais, por exemplo?

Acho que essa é uma das causas, mas devemos levar em consideração que Santa Catarina recebe menos repasse federal do que o Paraná e o Rio Grande do Sul, por exemplo. Há duas semanas atrás, pela primeira vez, o Ministério da Saúde reconheceu essa diferença no repasse e isso ajuda a explicar boa parte que o déficit que a saúde tem. Também existe a judicialização, que toma muito dinheiro do Estado e as vezes de forma questionável, e isso precisa ser combatido e algumas ações nós já realizamos, o Estado precisa ampliar os investimentos, não é possível ficar nos 12%. Todos os poderes devem entrar nessa discussão da saúde.

Se existe o repasse menor, a saúde não deveria economizar para gastar o que está previsto?

Mas aí prestaria menos serviço então? Não dá para prestar menos serviço. Tem que buscar mais eficiência, economia não pode ser sinônimo de menos serviço. Até porque Santa Catarina também avançou muito, ampliou a quantidade de serviços que é prestada, os indicadores de saúde no Estado avançaram bastante e isso deu resultado. Não podemos negar o que aconteceu.

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