Lesões na Chapecoense! Nove problemas musculares em pouco mais de um mês

Preparador físico Robson Gomes aponta calendário como vilão

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“Após passar por exames médicos, foi constatada uma lesão de grau 2 no músculo bíceps femoral da coxa direita do atleta. Ele ficará em tratamento até a resolução completa do caso”. Comunicados assim por parte da Chapecoense têm sido frequentes neste início de temporada. Já são nove problemas musculares em pouco mais de um mês de trabalho.

Último a se lesionar no Verdão, Augusto sentiu dores durante o empate sem gols com o Unión La Calera, na última terça-feira (5), no Chile, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana. Uma ressonância magnética realizada na volta a Chapecó constatou que o meio-campista terá de passar por tratamento. Ele deverá ficar entregue ao departamento médico por pelo menos duas semanas.

O duelo internacional foi apenas o segundo de Augusto pelo clube do Oeste catarinense. Contratado recentemente após deixar o Querétaro, do México, o atleta deve desfalcar o time do técnico Claudinei Oliveira por mais três partidas. Ficou fora no último sábado (9), na vitória por 3 a 2 em Brusque, pelo Catarinense, e estará ausente contra o São José, em Porto Alegre (RS), pela Copa do Brasil, o Figueirense, pelo Estadual, e o La Calera, ambos em casa.

Augusto é o nono jogador da Chape a apresentar problema muscular desde 3 de janeiro, quando iniciou a pré-temporada. O zagueiro Luiz Otávio (lesão grau 1), o lateral direito Bryan, o volante Amaral, o meia Kendy e o atacante Victor Andrade (grau 2) e o atacante Bruno Silva (grau 3) continuam fora de combate. O goleiro João Ricardo sofreu lesão grau 1, mas já está jogando, assim como o atacante Renato, que foi poupado por desconforto.

Problemas por trauma

Outras três lesões foram constatadas neste começo de ano. O goleiro Ivan e os atacantes Aylon e Júlio César sofreram contusões no tornozelo. Estas foram causadas por trauma, situação difícil de prevenir, ao contrário das musculares. Porém, Aylon, que já voltou a jogar, sentiu desconforto muscular no treinamento desta segunda-feira (11), saiu de campo mais cedo e passou por exame de imagem. O resultado ainda não foi divulgado. Apesar das lesões, a Chape faz boa campanha no Campeonato Catarinense: é vice-líder, atrás do Figueirense apenas no saldo de gols.

Comparativo

Em 2018, a Chapecoense registrou 14 lesões nos primeiros três meses de atividades. Porém, segundo levantamento do Diário do Iguaçu, musculares foram quatro, sem fazer rodízio de atletas e com tempo de pré-temporada semelhante. Até o fim de março do ano passado, quatro jogadores haviam sofrido lesões musculares: Moisés Ribeiro (grau 1, também teve trauma nas costas), Elicarlos e Júnior Santos (grau 2), e Apodi (grau 3). Os demais sofreram outros tipos de contusões: Arthur Caike, Bruno Pacheco, Canteros, Khevin e Vinícius (trauma no joelho), Elias e Perotti (tornozelo), Bruno Silva (costas), Douglas (trauma na boca) e Fabrício Bruno (púbis). Em 2017, a Chape foi a quarta equipe do Brasil com o menor índice de lesões.

 

Preparador físico aponta calendário como vilão

Para o preparador físico da Chapecoense, Robson Gomes, o calendário apertado é o grande vilão das comissões técnicas e dos jogadores. “Nenhuma equipe jogou mais e viajou mais que a gente até agora. É um jogo em menos de três dias”, apontou o profissional. O Verdão disputou em 2019 oito partidas oficiais em 23 dias.


Robson Gomes, preparador físico do Verdão

Apesar do pouco tempo de preparação antes do Campeonato Catarinense e do curto intervalo entre as rodadas, Robson admite que a quantidade de lesões na Chape está acima do normal. “O número eu considero elevado, mas a partir do momento em que você não tem um calendário para efetuar uma pré-temporada da melhor maneira possível, você corre esses riscos. Correndo esses riscos, uma vez que o futebol é um esporte de lesão, você acaba elevando o número de lesões”, comentou.

“Vamos procurar encontrar meios de aumentar os nossos preventivos, que não serão suficientes para este risco que a gente corre em função de não estarmos totalmente preparados. Não tem como você. Eu, que sou um profissional da comissão técnica, não me sinto recuperado depois de uma sequência de viagens e jogos, imagino que vocês da imprensa quando viajam também sentem esse desgaste, imagina um atleta que usa 100% do seu organismo em função de melhora de performance”, acrescentou.

“Estamos atentos, ligados, e tenho certeza que os atletas, vão ter o máximo de entrega nos jogos. Os atletas que vêm jogando e tendo uma minutagem controlada vão correr menos riscos de lesão”, concluiu Robson Gomes.

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