Ministro interino da Agricultura fala em retomar diálogo com a União Europeia

Visita do ministro em exercício, Eumar Novacki, foi marcada pela discussão sobre ações para reverter bloqueio da União Europeia e ações para ampliar as exportações

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O Ministro Interino da Agricultura, Eumar Roberto Novacki, esteve em Chapecó nesta terça-feira (14), onde se reuniu com lideranças empresariais da região. Ele veio acompanhado pelo Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies e uma comitiva catarinense.

Durante o encontro, Novacki falou sobre as dificuldades enfrentadas pela agroindústria com os embargos à carne brasileira, principalmente carne de frango, e também as medidas que são tomadas pelo ministério para reverter esse quadro e ainda expandir as exportações para novos mercados.

“Na última semana conversei com o embaixador Cravinhos (João Gomes Cravinhos, embaixador da UE) e ele deixou claro que talvez tenha faltado um pouco de diálogo nesse processo e nós já retomamos as conversas. Começamos a reabertura para o pescado”, explica, destacando que existe a expectativa para normalizar as exportações da carne de frango produzida no Brasil, mas que o Ministério seguirá por todas as instâncias para reverter esse quadro de bloqueio, inclusive com a participação em um painel da Organização Mundial do Comércio.

Novacki também falou sobre a busca por novos mercados. “O sudeste Asiático, que tem em 8% do território concentradas mais de 50% da população mundial. São países que crescem economicamente em torno de 5% ao ano e a demanda por alimentos só tende a aumentar. Temos que buscar alternativas”, disse, lembrando que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi está na China buscando ampliar a participação da carne brasileira por lá. Ele também esteve na Turquia buscando abrir mercados.

Spies complementou falando sobre as medidas adotadas pela agroindústria após o anúncio da suspensão das exportações para a União Européia. “Causou uma grande oferta no mercado interno e uma depressão nos preços e trouxe prejuízos para quem está produzindo. Por isso a melhor estratégia é suspender a produção por 30 dias e para isso as agroindústrias precisam de planejamento. Só se para naquele período, depois as atividades são retomadas”, disse.

 

Cidasc

Novacki também falou sobre o reforço na fiscalização feita pela Cidasc na fronteira catarinense e falou que 37 fiscais devem ser chamados, além da negociação para um novo concurso público para a instituição.

 

Encontro com empresários

 

Restrições à exportação de carne de frango, transferência de área para o município, instalação de agência de agronegócios, situação sanitária e credenciamento de laboratórios. Esses são os temas de documento entregue na manhã desta terça-feira, 15 de maio, pelo Centro Empresarial de Chapecó (CEC) ao ministro em exercício.

A entrega do documento foi feita em reunião de lideranças empresariais com o ministro interino, pelo vice-presidente do CEC, Djalma Velho de Azevedo. Uma das reivindicações é para que o Ministério da Agricultura adote medidas mais efetivas quanto à suspensão temporária das exportações e restrições impostas à carne de frango brasileira pela União Europeia.

Acrescenta que essa situação já levou frigoríficos a dar férias coletivas. “Urge que medidas contundentes sejam empreendidas pelos órgãos do governo, assim como já estão sendo tomadas pelo setor produtivo, na tentativa explícita de evitar demissões, remanejamento de plantas e operações e na manutenção, especificamente, de toda a cadeia integrada à agroindústria catarinense”, especifica o Centro Empresarial.

 

Extrema atenção

Um dos argumentos para ação mais enérgica das autoridades brasileiras é de que há um total de 15 mil trabalhadores nessa situação atualmente e cerca de 15 mil avicultores de Santa Catarina temem prejuízos altos com o embargo da carne de frango de 20 frigoríficos do Brasil.

 

Parque público

O Centro Empresarial aproveitou a reunião para reforçar pedidos feitos ao ministro Blairo Maggi em 2016. Uma das reivindicações é para que seja definida a transferência ao município de parte da área de terras hoje ocupadas pela Epagri, no Bairro São Cristóvão. Com essa transferência parcial, o CEC defende o prolongamento da Avenida Licínio Córdova e da Rua Brusque e a construção de parque público, com preservação da área verde existente.

Outros pedidos reafirmados referem-se à instalação em Chapecó de Agência de Agronegócios pelo Banco do Brasil, o reforço ao controle sanitário nas fronteiras e o credenciamento dos laboratórios da Cidasc em Chapecó e Joinville para que possam realizar os exames relativos à brucelose.

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