Mônica pede ajuda: uruguaia está há oito meses em Chapecó

Polícia Federal diz que ela está regular no Brasil. Defensoria Pública da União explica que o paradeiro dos filhos não é desconhecido e o consulado Uruguaio prometeu pagar as passagens para o seu retorno ao Uruguai

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Quem passa pela rua Fernando Machado, no Centro de Chapecó, não tem como não ver a barraca instalada de forma improvisada em frente ao prédio da reitoria da UFFS. Lá mora a uruguaia Monica Graciela Costa Gomez.

A mulher chegou a Chapecó há pouco mais de oito meses e está pedindo ajuda. Ela conta que está no Brasil desde 2004 e vem passando de cidade em cidade pedindo ajuda de todos que encontrar para rever seus filhos que, segundo ela, estão no Uruguai.

Monica relata que a saída do país vizinho foi por causa de problemas pessoais e desde então, não sabe o paradeiro dos quatro filhos. Um documento apresentado pela uruguaia afirma que quando teve que deixar seu país de origem, seu filho mais novo, tinha quatro meses. “Quero vê-los e falar a verdade, que nunca os abandonei.”, afirma.

Monica vive agora em companhia de seus dois cachorros. Neymar de cinco anos, que foi presenteada por um amigo veterinário enquanto estava em Foz do Iguaçu (PR) e Diana Isabel que encontrou enquanto pedia carona na cidade de Cascavel (PR). Ela conta que os três sobrevivem pela ajuda que recebem dos chapecoenses. “O único local que eu gostaria de ficar é no Brasil, me apaixonei pelo povo brasileiro, eles me deram roupas e comida.”, explica a uruguaia. Segundo Monica, ela se encontra nessa situação, pois não pode trabalhar, mesmo que esteja de forma legal no país.

Segundo Monica, ela já escreveu diversas cartas e realizou protestos, “mas o governo Uruguaio não se manifesta”, destaca. Seu sonho agora é explicar a situação que a obrigou a sair do país, rever seus filhos e construir um lar com seu filho caçula. “Como qualquer mãe.”, finaliza.

O que diz a Defensoria Pública

Segundo a Defensoria Pública da União em Curitiba, responsável pelo Oficio apresentado pela estrangeira, que alega não ter recebido resposta do Uruguai, o caso de Monica foi arquivado.

O motivo do arquivamento, segundo a Defensoria, é que o endereço dos filhos não está desconhecido e o consulado prometeu pagar as passagens para o seu retorno ao Uruguai, para promover o reencontro, mas ela se recusou a voltar.

Condição de vida

Segundo a Polícia Federal de Chapecó, Monica está vivendo de forma legal no Brasil e que poderia estar trabalhando, pois tem pedido de refúgio em andamento.  

 Atendimento da prefeitura

A Prefeitura de Chapecó diz que está acompanhando a situação de Monica. Uma comissão foi formada para atendê-la e toda assistência necessária foi oferecida, porém ela se recusa a receber qualquer auxílio. 

Foi oferecido local para banho e alimentação, bem como, encaminhamento para atendimentos médicos e avaliação psicológica, mas ela não aceita ajuda. O município também fez contato com o Consulado do Uruguai no Paraná e aguarda posicionamento. 

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