Mudança de vida: das pistas de atletismo para a faculdade de Medicina

Cláudia Bissolotti deixa carreira promissora de atleta para ser médica

O uniforme de atleta pela roupa branca, as pistas de atletismo pelas cadeiras da faculdade, o disco pelo estetoscópio. A vida é feita de oportunidades e escolhas, algumas radicais. Porém, o importante é ser feliz. Cláudia Carolina Capeletti Bissolotti está. A jovem chapecoense, de 24 anos, deixou o esporte para ser médica.

Claudinha integra o grupo de 60 calouros de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), de Canoas (RS), que iniciaram na última semana o curso que terá seis anos de duração. “É uma emoção muito grande ver a Cláudia fazendo parte da história desta instituição, que possui tanta tradição e respeito”, disse o pai, Cláudio Bissolotti.

Assim como esteve na entrega dos jalecos aos novos acadêmicos, Cláudio acompanhou a filha em todos os momentos da carreira esportiva. Aliás, ele foi o responsável por levar Claudinha ao atletismo. Ela seguiu os passos do pai, ex-atleta, ganhador de 17 medalhas nos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), nas provas de arremesso de peso e lançamento de disco.

Em 2004, Claudinha começou a praticar as modalidades em que o pai era destaque no Estado. Foram 11 anos de treinos puxados, competições em todos os níveis – inclusive internacional – e resultados dignos de comemorações. A especialidade era no disco, onde figurou com frequência entre as três melhores do ranking nacional entre os 13 e 19 anos.

Auge

Aos 17 anos, o bom desempenho de Cláudia rendeu um lugar no centro olímpico de Uberlândia (MG), para onde vãos as grandes revelações do atletismo brasileiro. Lá, a atleta de Chapecó treinou com Darlan Romani, de Concórdia, hoje, um dos melhores arremessadores de peso do mundo – ficou em quinto na Olimpíada do Rio, em 2016.

Sonho

A chapecoense alimentou o desejo de disputar uma edição dos Jogos Olímpicos, mas aos 22 anos optou por desistir deste objetivo e buscar outro. “Sempre tive vontade de ser médica”, conta Claudinha, que aponta as dificuldades enfrentadas pelo esporte amador no País. “A escassez de recursos e a falta de valorização me fez repensar a carreira”, afirma, que agora estuda para realizar um sonho de infância.

 

Família identificada com o esporte

Claudinha chegando de competição na Itália, em 2006, e sendo recebida por Cláudio, pela mãe Cleci e pelo irmão Igor

A família apoiou Cláudia em todos os momentos no atletismo. “O meu pai sempre me incentivou em tudo, inclusive patrocinando, porque os recursos para competições são escassos. Ele me treinou durante três anos. A minha mãe (Cleci) também sempre me ajudou”, lembra. Aliás, os Bissolotti respiram esporte. Cleci é professora e administradora esportiva e o caçula Igor é goleiro do Marítimo, de Portugal.

O legado do esporte é valorizado pelos Bissolotti. “Dá muita bagagem e forma o caráter da pessoa. Você aprende a lidar com a pressão. A experiência como atleta vai ajudar na prática médica, porque atleta gosta de desafios”, disse Claudinha. “Quero que meus filhos, pelo menos no início, tenham contato com o esporte”, acrescentou.

O pai Cláudio assina embaixo das declarações da filha: “O esporte proporciona muitas conquistas, é um meio para vencer qualquer barreira”. Claudinha é um exemplo disso. Conseguiu passar pelos exames de seleção e hoje é caloura de um curso concorrido do País.

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