Número de focos do mosquito da dengue aumentou 37% em Chapecó

Período crítico de atividade do mosquito está só no começo e Vigilância Ambiental alerta comunidade para redobrar os cuidados. Locais com lixo, cemitérios e cisternas são locais com maior número de focos localizados

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Depois de uma semana inteira de chuva, a previsão do tempo mostra que os próximos dias no Oeste serão de muito calor e sol forte. Clima perfeito sabe para quem? Para o mosquito da Dengue. É justamente nesta época do ano que começa o período crítico para o surgimento de focos do Aedes Aegypti, que se criam justamente em pontos de acúmulo de água e em épocas de calor.


A situação é ainda mais preocupante em Chapecó, onde de janeiro a novembro já foram encontrados mais focos do mosquito do que em todo o ano de 2017. A informação é do coordenador da Vigilância Ambiental da cidade, Douglas Fritzen, que conta que até agora já são 825 focos contabilizados, número 37% maior do que todo o ano anterior, quando foram encontrados 601 focos.


“Nós temos o mosquito aqui, mas não tem o vírus. A expectativa negativa para o próximo verão é que haja a transmissão. Tendo o vírus circulando na cidade, somado ao número elevado de focos, a preocupação é grande”, alerta o coordenador. Fritzen pontua ainda que a dengue é considerada uma doença cíclica com picos a cada três ou quatro anos. “Se analisarmos que houve uma epidemia em 2016, estamos em alerta para uma transmissão viral no próximo verão”, disse.

 

 

Bairros com maior número de focos

 

Conforme Fritzen, o bairro com maior número de focos encontrados é o bairro Efapi, com 109. Em seguida aparece o centro, com 86 focos, depois o Bairro Boa Vista com 47, Engenho Braun com 40 e Passo dos Fortes com 39 focos localizados.


Em 2017, a Efapi também liderava o número de focos localizados, com 100 deles contabilizados, depois aparecia novamente o Centro, com 54, São Cristóvão com 33, 31 no Presidente Médici e 28 no Bairro Líder.


O coordenador alerta que o período crítico para a criação do mosquito está só começando e que o cenário já é considerado preocupante.


“Esse período crítico vai até abril ou maio, de bastante calor e chuvas. E tivemos um inverno pouco rigoroso, não suficiente para matar as larvas nem do mosquito da dengue nem de outros tipos de insetos, que só um frio mais intenso, com temperaturas abaixo de 0 poderiam eliminar. Nesse cenário e com a chegada do verão, começa a ficar mais crítico porque o mosquito entra em fase de maior atividade”, alertou.


Ele reforça ainda que focos têm sido encontrados mesmo em locais de água suja. “Eles têm preferência por água limpa e parada, mas já achamos até em toneis com óleo”, pontua.

 

Alerta nos cemitérios


Douglas pontua ainda que dos focos contabilizados no centro da cidade, entre 40 e 50% deles são encontrados no cemitério. “Os principais problemas são com embalagens plásticas deixadas lá e também os vasos que ficam nos túmulos. Muitos não têm buracos para a água vazar e quando chove acumulam água”, pontuou.


Ele fez um alerta também sobre a manutenção nos jazigos. “Algumas lajes não tem inclinação suficiente para escoar a água e mesmo nos que tem drenagem, é importante ficar atento e não deixar entupir, porque pode virar um criadouro”, orienta.

 

Focos no lixo

 

Se o cemitério é o principal ponto de criadouros do mosquito na região central, na cidade como um todo a maior parte deles é encontrada no lixo. “Em locais com acumulo de sucatas, entulhos, latarias de automóveis, entulhos de construção civil jogados em terrenos baldios. É no lixo que são encontrados 50% dos focos do mosquito em toda a cidade”, ressalta.

 

Principais criadouros do mosquito


Locais com acumulo de lixo: 50%

Cisternas e caixas d’água: 16%

Depósitos móveis (baldes, tonéis e outros recipientes): 14%

Pneus: 10%

Piscinas: 7%

 

 

Ações e mutirões de combate



A Vigilância Ambiental e Epidemiológica da cidade fazem ações e mutirões frequentes para eliminar criadouros do Aedes Aegypti. Mas Fritzen reforça a importância dos cuidados diários em casa e também que a comunidade autorize a entrada das agentes de endemias para fazer a fiscalização.


“As pessoas podem estar cansadas de ouvir as orientações, mas é importante que esses cuidados sejam tomados diariamente porque muitos prováveis pontos onde o mosquito pode se criar passam despercebidos. E as agentes tem um olhar treinado e estão atentas a esses detalhes”, conta.

 

Chapecó não tem casos de dengue confirmados

 

Levantamento da Vigilância Epidemiológica da cidade mostra que até o dia 1º de novembro foram notificados 164 casos suspeitos de Dengue em Chapecó, destes 158 deram resultado negativo e seis casos ainda aguardam resultado.

Também foram notificados sete casos suspeitos de febre Chikungunya, mas todos deram negativos na cidade, que não registrou nenhum caso suspeito do Zika Vírus.

 

 

Situação em SC


De acordo com o último boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, atualizado no dia 27 de outubro, no período de 31 de dezembro de 2017 a 27 de outubro de 2018, foram identificados 13.249 focos do mosquito Aedes aegypti em 156 municípios. Comparado ao mesmo período de 2017, quando foram identificados 9.492 focos em 141 municípios, houve um aumento de 39,6%.


Em todo estado, 75 municípios são considerados infestados pelo mosquito, o que representa um incremento de 22,9% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 61 municípios nessa condição. Dos 75 municípios infestados, 61 deles estão localizados na região Oeste. 

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