Número de prisões feitas pela DPCami aumenta nos últimos anos em Chapecó

Conforme a Polícia Civil, de 2016 para 2017 número passou de 19 para 49 prisões. Nos seis primeiros meses deste ano, já foram 37 prisões realizadas pela DPCami

- Publicidade -
 

A Polícia Civil de Chapecó divulgou dados sobre as ações realizadas pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCami) de Chapecó nos últimos anos em Chapecó. O número de prisões de suspeitos e também de Boletins de Ocorrência e Inquéritos registrados aumentou entre 2016 e 2018.

“Parte desse aumento é explicado pela maior conscientização das vítimas acerca dos serviços prestados pela Polícia Civil e também pelo incremento de efetivo e mudança de padrão de atuação, focado na maior efetividade na aplicação da lei 11.340/06”, diz a Polícia Civil, referindo-se a lei conhecida como Lei Maria da Penha.

 

Mais registros, mais investigações, mais prisões

Os dados divulgados mostram que em 2016 foram registrados 2.144 Boletins de Ocorrência, 730 inquéritos, o registro de outros 314 Termos Circunstanciados, 447 procedimentos de apuração de Atos Infracionais, totalizando 3.635 procedimentos criminais. Naquele ano também foram realizadas 19 prisões de suspeitos.

Em 2017 o número de Boletins de ocorrência registrados passou para 2.761, um aumento de 28% em relação ao ano anterior. O número de inquéritos instaurados para investigar crimes cometidos contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos também aumentou passando para 1.191, aumento de 63%. Foram feitos 191 termos circunstanciados e 293 procedimentos para apurar atos infracionais, totalizando 4.436 procedimentos criminais, um aumento de 22%.

O número de prisões de suspeitos saltou para 49 prisões, um aumento de 157%. Boa parte das prisões são relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas por parte de homens investigados por violência doméstica, ações para garantir mais segurança para as vítimas, dando mais efetividade as medidas protetivas autorizadas pela Justiça.

Números devem ser maiores

A Polícia Civil também divulgou os números registrados em 2018, até o dia 16 de julho. Conforme o levantamento feito, até o sexto mês do ano foram registrados 1.640 Boletins de Ocorrência, instaurados – número que representa quase 60% de todos os BOs feitos em 2017 -, 557 inquéritos, 42 Termos Circunstanciados e 78 procedimentos para apurar a prática de Atos Infracionais cometidos por adolescentes, que totalizaram, até a metade do ano, 2.317 procedimentos criminais, número que representa 52% dos atendimentos em todo ano passado.

A quantidade de prisões também é destaque nos dados divulgados pela Polícia Civil. Até o dia 16 de julho deste ano foram 37 suspeitos presos, quantidade que equivale a 75% das prisões feitas em 2017 e a expectativa é que até o fim do ano o número de prisões supere as feitas no ano passado. “Isso significa que são menos estupradores, violadores dos direitos das mulheres crianças e idosos e menores infratores impunes”, destacou a Polícia Civil. 

Fatores

Além da maior conscientização das vítimas que registram mais ocorrências, a estruturação da DPCami, com mais delegados e mais agentes investigando os crimes cometidos estão entre os fatores destacados pela Polícia Civil para esse aumento nos últimos anos.

Em 2016 a estrutura contava com um delegado, dois agentes e quatro escrivães. No ano seguinte o efetivo aumentou para dois delegados, quatro agentes e três escrivães. Em 2018 são dois delegados, oito agentes e três escrivães atendendo a demanda de vítimas de violência que procuram ajuda na Polícia Civil. “O incremente de material humano foi decisivo para o aumento dos resultados. Subiu o número de procedimentos e prisões realizadas, e a cada anos, a DPCAMI vêm batendo seus próprios recordes, levando cada vez mais criminosos a responder na justiça pelos seus atos. Consequência disso é o aumento da confiança da população na Polícia Civil e passa a realizar mais denúncias, segura de que resultados efetivos serão alcançados”, destaca a polícia.

12 anos da Lei Maria da Penha

Nesta terça-feira (7), a Lei Maria da Penha completa 12 anos em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica.  A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, leva o nome da farmacêutica cearense Maria da Penha, atualmente uma das principais ativistas na luta pelo fim da violência contra a mulher. Segundo a Organização das Nações Unidas, a Lei é a terceira melhor e mais avançada no mundo em relação ao enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Em abril deste ano, a lei passou por uma mudança a partir da qual fica tipificado como crime o descumprimento de medida protetiva estipuladas pela Justiça, com pena de detenção de três meses a dois anos. Essa mudança busca dar efetividade as medidas judiciais concedidas para garantir a proteção das mulheres contra seus agressores, que responderão além do crime de violência doméstica, também pelo descumprimento da medida protetiva.

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

PRF apreende desodorantes, cervejas e camarão em Dionísio Cerqueira
Suspeitos de tentativa de furto são presos pela Guarda Municipal em Chapecó
Homem é preso com arma de fogo em União do Oeste
Homem sofre tentativa de homicídio em Palma Sola
Polícia Civil prende homem com revólver em Chapecó
Casa é furtada em Xaxim
Homem que agredia filha é preso em Palma Sola
Suspeito de copiar CDs e DVDs é preso em Maravilha
Guarda Municipal recupera TV e celular furtados em Chapecó
Suspeitos de furtos e fraudes em veículos são presos em Chapeco