PM e Brigada seguem em buscas a quadrilha de cigarreiros no RS

Ocorrência é continuação da perseguição da madrugada em Chapecó. Outras duas caminhonetes carregadas foram apreendidas perto da divisa entre SC e RS

Após a perseguição que terminou com um Policial Militar atropelado e o motorista de uma caminhonete, integrante de uma quadrilha de cigarreiros, baleado e morto, na noite da segunda-feira (12) no centro de Chapecó, outras duas caminhonetes com cigarros foram localizadas e apreendidas no Rio Grande do Sul, perto da divisa com SC.


De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, as duas caminhonetes apreendidas com cigarros em Chapecó, mais a S10 que serviria como batedora, faziam parte do mesma quadrilha e tentavam atravessar a cidade com destino ao Rio Grande do Sul, onde a carga seria entregue. 


>> Perseguição termina com PM atropelado e suspeito de contrabando morto em Chapecó <<

Após a operação da PM em Chapecó, que terminou com um suspeito morto, três homens presos e três caminhonetes apreendidas – duas carregadas com cigarros – as outras duas caminhonetes integrantes do comboio de cigarreiros (que seriam uma VW Toro e um Strada), teriam se escondido em Chapecó durante a madrugada e no início da manhã desta terça-feira (13) tentaram seguir o caminho com destino ao RS.

Sabendo da movimentação, a PM fechou o cerco na divisa de SC com RS e informou a Brigada Militar gaúcha que também passou a monitorar a passagem dos veículos. Os contrabandistas teriam conseguido passar e cerca de 5km da ponte da divisa, sentido Erechim. Houve troca de tiros com a Brigada e os bandidos acabaram abandonando os veículos. A Toro estava carregada com cigarros e a Strada serviria com batedor do veículo com contrabando. 

As polícias ainda trabalham nas buscas aos motoristas, com apoio da Polícia de Chapecó, incluindo equipes do Canil e também a aeronave do SaerFron.

 

Perseguição e morte

De acordo com a PM, o motorista da Hillux baleado e morto não portava documentos no momento em que foi feita a perícia no local e remoção do corpo pelo IGP.

Sobre as quantidades de cigarros apreendidas, um número ainda não foi divulgado, mas cada caminhonete do porte das apreendidas consegue transportar, em média, 25 mil maços cada.

 

Perseguição

Conforme a PM, Policiais Militares da Rocam tentaram realizar a abordagem de uma Amarok, que estava carregada com cigarros contrabandeados. As tentativas de abordagem iniciaram ainda na avenida Fernando Machado e depois de passar pela rua Paulo Marques, saiu na avenida Getúlio Vargas, onde se chocou em um veículo estacionado.

Depois da batida, o motorista da Amarok deu marcha ré e avançou novamente tentando atropelar um policial. A todo momento as guarnições davam ordem de parada ao motorista, que seguia em tentativa de fuga e investindo contra os policiais. “Diante do risco atual e iminente à vida do policial, por injusta e potencial lesiva agressão, os integrantes da guarnição, usaram moderadamente do único meio que possuíam para fazer a agressão cessar, realizaram disparos de arma de fogo contra o agressor, que só então cessou a agressão, parando de acelerar a parando parte dobre a pista e parte sobre o canteiro central. Observando que tudo isso ocorreu em frações de segundos”, reforça a PM. O suspeito foi baleado e morreu no local.

O Policial Militar que foi atropelado teve ferimentos leves na perna e foi socorrido e levado ao HRO para exames. Conforme a PM, ele recebeu medicação e foi liberado, estava com dores na perna e bastante abalado.

 

Batedores presos

Enquanto equipes trabalhavam na ocorrência com a Amarok, outras guarnições faziam buscas pela cidade e abordaram uma GM S10, que estava junto com a Amarok no momento que iniciaram as tentativas de abordagem, quando os veículos se separaram. Na S10 estavam dois homens, de 27 e 32 anos, que confessaram aos policiais estarem agindo como batedores da Amarok.

 

Fiat Toro abandonada

Ao mesmo tempo, outras guarnições e até policiais militares de folga procuravam por outros veículos que estariam no comboio. Durante as buscas, policiais que estavam de folga encontraram uma Fiat Toro na região da rua Mascarenhas de Moraes, Parque das Palmeiras, estava trancada, estacionada em local sob árvores, como se tivesse sido deixada no local para pegar depois. A Torto estava também, a exemplo da Amarok, abarrotada de cigarros.

 

Os nomes e o histórico dos envolvidos ainda não foi divulgado pela PM. Toda a ação de inteligência da PM  de Chapecó teve apoio da Agência de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal. Conforme a PM, tanto a Fiat Toro quanto a Amarok possuíam registro de furto/roubo.


Histórico do suspeito morto



De acordo com a Polícia Militar, o suspeito que foi baleado e morto foi identificado como Cristiano Ribeiro, de 32 anos. O homem era nascido em Foz do Iguaçu e já tinha várias passagens por transporte de cigarros contrabandeados. Em dezembro de 2016 ele foi preso pela Polícia Militar do Paraná, no município de Francisco Beltrão, quando foi pego, juntamente com um comparsa, com camionetes roubadas e preparadas para o transporte de cigarros contrabandeados (sem bancos ou foros nas portas e com rádio comunicador). Na época confessaram que teriam feito uma entrega de cigarros em Porto Alegre e estariam voltando para Foz do Iguaçu.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Idosa que invadiu calçada e atropelou jovens é indiciada em Chapecó
Motocicleta furtada é encontrada na mata em Chapecó
Mulher de 43 anos é atingida por disparo de arma de fogo em Chapecó
Maconha, crack, cocaína e armas de fogo são apreendidas em Chapecó
Após contrair sífilis, marido traído tenta matar amante da mulher em Chapecó
Polícia faz nova operação contra organização criminosa em SC
TJSC mantém condenação de casal que obrigava mulheres a se prostituírem em São Carlos
Homem morde e ameaça policiais em Chapecó
Homem armado é detido dentro de casa de shows em Chapecó
Assaltantes roubam mercado e são presos pela PM em Chapecó