Projeto da Unochapecó resgata brincadeiras tradicionais da infância

Peteca, amarelinha, bolita... brincadeiras que ajudam a exercitar o corpo, a imaginação e a criatividade

Jessica De Marco
Especial

 

Quem lembra de brincadeiras tradicionais como peteca, pular amarelinha ou passar anel? Elas fizeram parte da infância de muitas pessoas, mas com o passar dos anos e o avanço da tecnologia ficaram de lado. A Unochapecó quer resgatá-las e por isso desenvolve o projeto de extensão Pedagogia na Rua.

O objetivo é promover experiências do brincar em diferentes espaços da comunidade e mostrar o quanto essas brincadeiras são importantes às crianças.

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Segundo a coordenadora do projeto, professora Aline Lazarotto, além de exercitar a criatividade e a imaginação, é por meio da brincadeira que os pequenos passam a entender melhor o mundo em que vivem. Eles também desenvolvem algumas habilidades motoras e cognitivas muito importantes para a vida adulta.

"Nosso foco principal é justamente a brincadeira. Acreditamos que através dela as pessoas se humanizam e compartilham alegrias", comenta Aline.

O projeto acontece de forma itinerante na comunidade. As atividades realizadas envolvem ateliês de produção de brinquedos, contação de histórias, brincadeiras dirigidas, jogos clássicos, entre outros.

Conforme explica a professora, na maioria das vezes as ações são desenvolvidas dentro das escolas, mas também em eventos específicos, onde são convidados a participar. "Trabalhamos na tentativa de ressignificar esse tempo do brincar como algo importante para a vida humana", acrescenta.

Brincar é fazer o cotidiano mais alegre e sensível. O contato com o outro e o respeito à natureza também são características importantes resgatadas pelas brincadeiras, afirma a professora.

"O meio ambiente nos oferta muitos elementos para brincar. Parecem coisas tão simples, mas são muito importantes para o desenvolvimento humano. Através dessas brincadeiras você cria e imagina. É diferente, por exemplo, de receber uma boneca em que coloca a comidinha na boca e a sujeira já sai na fralda", exemplifica.

A professora explica ainda que o projeto trabalha muito com a produção de brinquedos, para mostrar às crianças que não é necessário comprá-los a todo instante. O objetivo é justamente desassociar a lógica de consumismo que existe na infância. "Nós notamos que as crianças querem brinquedos novos muitas vezes não para brincar, e sim para ter. Ou seja, puro consumismo".

 

Experiência para a vida

 

O projeto conta atualmente com a colaboração de uma bolsista, que dedica 20 horas de sua semana para desenvolver atividades com as crianças em diferentes espaços da comunidade. Talia Rodrigues, do 2º período de Pedagogia, é essa pessoa.

Mesmo há pouco tempo no projeto, conta ser uma experiência gratificante, que vai levar para toda a vida. "Eu sempre brinquei muito na infância, por isso me identifiquei com o Pedagogia na Rua", afirma.


Para ela, o projeto contribui com o seu crescimento enquanto profissional e também pessoal. "Além de ser uma maneira de voltar para a infância, é legal sentir a alegria que as crianças transmitem. É muita responsabilidade, mas ao mesmo tempo muito gratificante".

A estudante cursava Ciências Contábeis há pouco tempo. Mas, ao perceber que não era o que queria pra sua vida, resolveu mudar. Foi quando optou por Pedagogia. Ela afirma não se arrepender da escolha que fez. "Tenho certeza que escolhi a melhor profissão. Um professor marca demais a vida de uma criança. É muito especial saber que eles podem lembrar de mim pro resto da vida", finaliza.

 

Contato

 

Os interessados em receber o projeto Pedagogia na Rua podem entrar em contato pelo e-mail pedagogianarua@unochapeco.edu.br. Também há possibilidade de acadêmicos dos demais cursos da Universidade atuarem nas atividades de forma voluntária, basta entrar em contato.

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