Rede de Vizinhos com ação de moradores, vem protegendo lares em Chapecó

O programa da Polícia Militar está ganhando cada vez mais adeptos para fazer a proteção da vizinhança que queira fazer parte.

Camila Silveira
camila@diariodoiguacu.com.br

Lembra a época em que o vizinho bisbilhotar o que acontecia na casa alheia incomodava? Hoje essa prática tem salvado a vizinhança. Muito além de saber o que está acontecendo no gramado alheio, esta ação cooperada está mantendo ruas protegidas em Chapecó com a Rede de Vizinhos. Mantendo as casas protegidas de furtos e assaltos, agora cada vez mais os moradores estão em uma ação cooperada para um cuidar da casa do outro.

A Rede de Vizinhos é uma estratégia de policiamento preventivo, em que uma rede organizada entre comunidade e polícia militar trabalha na precaução. Os moradores monitoram uma determinada área para evitar crimes como assaltos e furtos, agindo conforme recebem auxílio pelo grupo do WhatsApp, que sempre há um policial militar responsável para orientar na prevenção.

Em Chapecó já são 24 redes de vizinhos constituídas e implementadas, sendo 14 localizadas na Efapi e orientadas pelo Cabo Centenaro e 10 na região Sul orientados pelo Cabo Kulba. Há ainda mais duas no Bairro Efapi e três na área Sul em fase de implementação, para então serem parte da Rede de Vizinhos.

Os Tenentes da PM, Débora e Jardel que estão à frente do programa, explicaram que o foco principal e os protagonistas do programa são os moradores, que trabalham na parte de cuidar um a casa do outro e atuam conforme veem que algo está errado. “Não é intenção fazer com que os moradores em uma ação, peguem um suspeito com as próprias mãos, mas sim o espantem, para que o crime não aconteça”, ressalta a Tenente Débora.

A vigilância natural é o princípio do programa, os vizinhos observam o que está acontecendo na rua e qualquer anormalidade ou atitude suspeita, os moradores se avisam. “Se um alarme disparar, o morador vai ligar a luz da casa e avisar aos demais moradores para que em uma ação conjunta eles liguem as luzes, porque isso vai afastar, pois, quem furta geralmente quer estar resguardado pela invisibilidade, não quer ser visto e essa ação dos moradores vai fazer com que o suspeito desista e saia do local”, explicou a Tenente Débora.

Houve um caso no Bairro Efapi, onde as redes são auxiliadas pelo Cabo Centenaro em que uma rua da rede de vizinhos, um morador percebeu dois suspeitos pulando a cerca de uma casa, postou no grupo e a vizinhança saiu para a rua e assustou os dois que fugiram. O próprio proprietário que estava no grupo voltou para casa no mesmo momento.

Buscando se proteger

Sérgio Franco morador do Bairro Jardim Itália, tem sua casa e também sua empresa no mesmo local e soube da Rede de Vizinhos pela identificação de placas em outros Bairros. A curiosidade e vontade de implantar em sua vizinhança fez com que ele buscasse se proteger. Certo dia, por meio do grupo de WhatsApp do Diário do Iguaçu, o Tenente Coronel Ricardo Alves publicou no grupo sobre o programa, foi então que Sérgio teve a oportunidade de saber do que se tratava a Rede de Vizinhos. “Eu não sabia que ele era o Tenente Coronel da PM, só fui e perguntei sobre e ele me explicou e me deu o contato da Tenente Débora, depois disso reunimos os vizinhos e implantamos aqui em nossa rua”, contou o morador.

Ele salienta que é uma atitude bastante preventiva e que isso já deu a sensação de proteção aos moradores. “Somente as placas da Rede de Vizinhos já passa isso, já faz uma contenção se caso alguém queira vir cometer algum delito em nossas casas.”. Ele ainda citou que nos poucos dias que a rede está em ação entre os moradores já aconteceu uma ocorrência. “Passei o alerta na rede e já tive os retornos dos moradores, isso funciona porque a partir das atitudes preventivas é que o crime pode ser evitado”, contou Sérgio.


Foto: Camila Silveira/Diário do Iguaçu

Para Sérgio a ajuda e dicas que os policiais repassam os têm preparado cada vez mais. “Eles falam das aberturas da casa, garagens, cercas e isso funciona porque as pessoas ficam mais alertas e começam a corrigir, onde não sabiam que estavam errando”, disse.

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Além disso, Sérgio contou que a Rede de Vizinhos serviu para a integração dos moradores. “Foi legal, porque por mais que a gente se conheça e se converse, tem alguns que a gente não conhecia e por conta deste programa pudemos nos aproximar e conhecer melhor”, finalizou.

A parte da PM na Rede de Vizinhos

A Polícia Militar auxilia cada rede, com dicas para situações simuladas, conforme o Tenente Jardel, no grupo apenas informações relevantes podem ser postadas, os policiais dão dicas de segurança de como proteger melhor a residência, por exemplo. “É um grupo bem objetivo, porque quando tiver alguma notificação é para o grupo ficar atento ao que está acontecendo”, conta.

Como implantar na minha rua?

Para a rua em que mora ser parte da Rede de Vizinhos, basta entrar em contato com a Polícia Militar e mostrar interesse em fazer parte do programa, após isso, os policiais responsáveis pela área onde o cidadão mora, entrarão em contato para fazer uma reunião com os moradores, lá será  explicada os princípios, regras e finalidades da Rede de Vizinhos. A partir daí serão dados os encaminhamentos para a implementação da rede. É importante conversar com os vizinhos e pedir a eles se também querem participar, quanto mais gente na sua rede, mais protegida estará a rua.

Empresas e prédios também podem participar da Rede de Vizinhos, o procedimento é o mesmo, apenas o que muda é o auxilio da PM, que dará dicas de acordo com o perfil de cada residência ou empresa. Faça contato com a PM e entre nesta rede, fazendo a sua segurança e também a de quem mora na sua rua.

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