Seu João transforma jornais em peças para vender

Bolsa, porta-cuia, cinto e fruteira são alguns dos objetos que o leitor do DI fabrica em casa

Os idosos que foram à Cidade do Idoso na manhã de desta quinta-feira (6) puderam comprar bolachas, mel, vinho, chinelos, bolsas, porta-cuias e diversos outros materiais de artesãos que participam da estrutura em Chapecó. Mas também puderam passar pela oficina de trabalhos com jornal de seu João da Silva, que é leitor do jornal Diário do Iguaçu. Após ler as notícias, transforma os jornais em lindos objetos.


Tudo começou quando seu João se aposentou. Para não ficar em casa sem fazer nada, o artesão começou a procurar na internet atividades que poderia fazer. Foi quando ele descobriu o artesanato com jornais e fez seu primeiro trabalho: um chapéu. “Eu me interessei e comecei a criar porta-cuias, sacolas, mala de garupa, cintas, vasos e diversos objetos. O que você pensar eu faço com o jornal”, diz.

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Seu João transforma as páginas dos jornais em palitos, os cola e vai montando, palitinho por palitinho, até formar o objeto desejado. Depois, pinta. Com um rádio, ele senta em sua casa e passa os dias fazendo o que gosta. “Eu não gosto de bodega, não bebo e não fumo. Então, para mim, isso aqui é um lazer”, conta.

Muitas pessoas se interessam pelo artesanato de seu João e por isso ele ensina em escolas e se dispôs a ensinar os participantes da Cidade do Idoso que têm interesse em aprender. “Achei bonita a atitude dele. O que ele sabe passar para outros, pois tem gente que sabe fazer, mas não quer ensinar. Ele é muito querido”, explica a coordenadora da Cidade do Idoso, Ivete Valdameri Scapinello.

A feira

Ivete conta que a feira iniciou neste ano e foi uma iniciativa dos próprios artesãos da Cidade do Idoso. “A gente fez uma reunião com eles, um regulamento, eles assinaram e a cada 40 dias a gente realiza a feira. No ano que vem, como deu certo, vamos estender para outras pessoas que estão na lista de espera”, diz. Os demais participantes que não são artesãos gostam muito da feira. 

Entre eles está Lourdes Forner, que vai participar da feira com o marido Cipriano Ramos. Ela conta que sempre participa e compra coisas. “Por sorte cai sempre no dia que a gente vem, mas é muito bom, pois é tudo feito à mão. Eu sempre compro algo. Hoje [quinta-feira] eu comprei chinelo, bolacha, compramos um litro de vinho e uns lencinhos. Muito bom”, conta.

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Itens à venda

- Mel: entre os expositores da feira estava Felisberto Schmitz, que produz na  propriedade, vende na Cidade do Idoso e no Mercado Público. Como seu João, Felisberto se aposentou e procurou uma atividade. “Eu fiz alguns cursos, participei de vários encontros, pois precisamos saber quantos dias leva para nascer uma abelha, uma rainha. Então tem que ter todo esse conhecimento”, conta. Ele diz que trabalha com a mulher e possui cerca de 50 mil abelhas, mas não tem medo, pois usa todos os equipamentos necessários e sabe como as controlar.

- Vinho: o casal Sadi Barro e Helena Barro também estava na feira. Eles levaram os vinhos e vinagres que produzem em casa. Sadi conta que a produção de vinhos é algo que passou de geração a geração e há cerca de 20 anos eles começaram a fabricar. Para o vinho ficar pronto demora cerca de 60 dias e, segundo Sadi, é algo que não pode faltar, pois toda a família gosta.

- Bolachas: Elma Leiser levou para a feira as bolachas que fez em casa. Ela conta que fez um cursinho há muitos anos e sempre faz, pois é algo que a ajuda a limpar a mente e a distrai. “Eu vendo bolachas há muitos anos. Nem sei quantos tipos eu faço, mas eu adoro fazer isso”, conta.

- Bordados: Há pouco tempo, Maria de Louder Galatto Tonello aprendeu a fazer bordados. Depois de se aposentar, ela aprendeu a fazer por meio da internet e levou para a feira avental, panos de prato, toalhas de banho e rosto. “Eu não faço todos os dias. Eu paro uma tarde e só faço isso. O pessoal está gostando bastante”, diz.

- Crochê: desde os oito anos de idade Tereza Maria Paz faz crochê. Ela aprendeu com uma vizinha, mas no início acabou machucando todo dedo indicador. Desde então, fez cursos e foi aperfeiçoando os movimentos de suas agulhas. Tereza conta que nem o filho, nem a filha quiseram aprender, mas ela ama a atividade e sempre que puder faz.

- Um pouquinho de tudo: Carmen dos Santos, acompanhada do marido, levou chinelos, kits de cuia, cuias, cheirinhos para colocar nos armários e diversos objetos para a feira. Ela conta que há cerca de quatro anos começou a fabricar esses objetos para ajudar a filha. “Fazemos um pouquinho de tudo. É tudo manual e gostamos muito”, diz.

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