Sorgatto: Moisés poderia manter as ADRs nas principais regiões

Ex-vereador de Xaxim, Ideraldo Sorgatto (MDB) assumiu a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Xanxerê em maio de 2018 e deixou o cargo junto com o ex-governador Eduardo Pinho Moreira dia 31 de dezembro de 2018

Qual é a avaliação do ano com relação a obras e avanços do governo nos municípios de abrangência da ADR de Xanxerê?

Tivemos grandes avanços com investimentos em diversas áreas como, por exemplo, na educação tivemos reformas nas escolas e nos ginásios de esportes. Na segurança pública foram adquiridas 875 viaturas em todo Estado, e na nossa região fomos contemplados com várias viaturas novas. Também foram implantados videomonitoramento em alguns municípios da nossa regional e, ainda, tivemos a entrega do novo Complexo da Polícia Civil de Xaxim. Na área da assistência social foram inaugurados Cras e Creas. Na área da saúde também tivemos um bom investimento que chega na casa dos R$ 20 milhões no Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê, convênios com os hospitais de Xaxim, Faxinal dos Guedes, Abelardo Luz, além das mais de 10 mil cirurgias eletivas em todo Estado que estavam com fila de espera há muito tempo e também a reposição de medicamentos.

A saúde foi notícia em 2018 com relação ao rombo nas contas. De que forma isso afetou a região?

Quando o secretário Acélio Casagrande e o Eduardo Pinho Moreira assumiram o governo receberam R$ 1 bilhão de dívidas na saúde. Hoje, tem em torno de R$ 700 milhões de saldo a pagar, porém há resultados positivos com relação a vinda de medicamentos. Na gestão do Raimundo Colombo vinha em torno de 30 a 40% de medicação de ordem judicial ou padronizados, e em 2018 dá para dizer que veio medicamento do Estado na faixa de 80 a 90%, isso é um apoio muito forte. Outra questão na área da saúde foi a ampliação dos serviços da dengue que ganhou uma estrutura mais forte. E, quanto aos atrasos de convênios que haviam com alguns municípios, não houve nada em atraso e, ainda, teve uma renegociação de uma dívida bem atrasada e que foi parcelada.

Qual foi o investimento do governo nos municípios da ADR em 2018?

O Fundam que vinha sendo colocado pelo ex-governador Raimundo Colombo acabou não acontecendo. Então tivemos investimentos direto do governo com os municípios através do Fundo Social que foi em torno de R$ 3 milhões que foi repassado aos municípios. E também a situação de não conseguir ajudar os municípios em razão do período eleitoral, uma vez que assumi a ADR em maio e logo em junho teve o impedimento legal por conta do período eleitoral. 

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Existiu alguma orientação do governo sobre o encerramento das atividades da agência? Prossegue no cargo em 2019?

Oficialmente não recebemos nada por parte do novo governante de Santa Catarina que assumiu a função em 2019. Porém, as ADRs serão extintas, isso conforme já foi anunciado pelo próprio Comandante Moises. Eu não permaneço no cargo mesmo se a ADR de Xanxerê continuar com suas atividades em 2019.

Que obras estão na pauta de solicitação dos municípios e não foram executadas pelo governo via ADR?

Temos diversas pautas de solicitações dos municípios, algumas foram executadas, porém temos demandas de pavimentação das SCs, convênios para os municípios executarem obras na infraestrutura urbana, então temos vários pedidos principalmente quando se trata de asfalto nos municípios. 

Qual é a avaliação sobre o fim das ADRs?

Na minha opinião o governo quer enxugar as despesas no Estado, então o fechamento da ADR pela opinião popular o governo estaria fazendo uma economia, só que é uma economia que não irá refletir. Hoje, com todo o funcionalismo do Estado, com todos os cargos comissionados o governo gasta 0,82% da folha de pagamento, não chega a 1%, então extinguindo as ADRs não quer dizer que todos esses cargos serão extintos. Acredito que a economia no final das contas não vai acabar sendo concretizada.

Qual será o reflexo do fim das agências?

Os municípios e o Estado terão mais despesas, pois, por exemplo, a nossa região que fica mais distante terá que ir em busca de recursos na capital ou vice-versa, gerando despesas com transportes, diárias, enfim, só vai aumentar as despesas. Não estou defendendo o meu cargo tampouco os cargos comissionais da ADR, porque é um governo novo, mas se manter a ADR possivelmente irá indicar os companheiros de partido, então eu vejo que o fechamento da ADR será uma perda muito grande para a nossa região. Vejo que, o que o Comandante Moisés poderia fazer é dar mais uma enxugada, mas manter as ADRs das principais regiões do Estado.

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