Bruno Pace Dori
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Formado em Comunicação Social pela Unochapecó, Bruno Pace Dori tem mais de 10 anos de experiência na área do jornalismo e assessoria. É editor de Política do Diário do Iguaçu e traz informações que são destaque em Chapecó e Santa Catarina.

Autosserviço em postos de combustível vai gerar desemprego

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A deputada federal Caroline De Toni (PSL) apresentou nesta semana, na Câmara Federal, o Projeto de Lei 4.916/19 para permitir o funcionamento de bombas de autosserviço operadas pelo próprio consumidor nos postos de combustíveis em todo o Brasil.

Conforme ela, a medida beneficiará o consumidor, pois o preço dos combustíveis diminuirá e a livre iniciativa será respeitada. Ainda, argumenta que esse tipo de serviço existe nos Estados Unidos desde 1950, enquanto no Brasil é proibida pela Lei 9.956/2000.

Na prática, além de ser difícil baixar o preço do combustível, o problema ainda é o impacto que a proposta deve ter, especialmente no fechamento de vagas de trabalho. Hoje existem 560 mil frentistas em todo o País, sendo 22 mil somente em Santa Catarina.

Juscemar Pavão, presidente do Sitercomoc, diz que em Chapecó são 600 frentistas. Ele alerta que o problema, além do desemprego que deve causar, pode ser o aumento de custos para transportadoras e empresas que trabalham com o aluguel de veículos.

É o caso de um motorista profissional, como caminhoneiros, por exemplo, que tiver que abastecer habitualmente seu caminhão. Ele poderá receber 30% do adicional de periculosidade, conforme decisão de 2016 do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Acredito que a deputada teve boa intenção em apresentar a proposta, porém, no momento, vejo mais pontos negativos do que positivos caso a iniciativa seja aprovada. Quem sabe seja melhor aprofundar a discussão, pois o efeito colateral pode ser brutal.

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