Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Chapecoense não esperava a recusa de Lisca. Clube precisa de um técnico com o perfil dele

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Resumindo a ópera: Lisca Doido (foto) não quis vir para a Chapecoense. Ah! Mas foi por este ou aquele motivo. Não importa! A verdade é que não quis vir. Devemos criticá-lo? De forma alguma. Afinal, tem o direito de dizer “não”. As negociações foram encerradas no fim da manhã desta quarta-feira (11).

Sinceramente, imaginava que Lisca Doido iria aceitar o desafio sem rodeios, em função da imagem de treinador movido a provações repassada por ele. Oficialmente, alegou que não queria pegar o bonde andando no Verdão. Disse ter carinho pela agremiação, que tem parentes na região, mas que gostaria de iniciar um trabalho aqui. Talvez, o medo de cair, devido às limitações do grupo, pesou na hora da decisão. Apenas uma conjectura. Mas, a negativa nos faz levantar esta hipótese.

Questão financeira falou mais alto? Será? Pensando bem, acredito que não. Afinal, Lisca Doido está sem time desde abril e receberia um salário interessante, mesmo que a proposta não fosse tudo aquilo que ele imaginava. A não ser que acredite em um convite de uma agremiação maior ainda durante o Brasileirão 2019. Oswaldo de Oliveira já balança no Fluminense. Enfim, receber um "não" do Lisca desempregado é duro.

Claro que a diretoria cogitou outros nomes internamente – entre eles, Celso Roth e Fernando Diniz –, mas apostou todas as fichas em Lisca – tanto que enviou o gerente de futebol Michel Gazola para tratar do assunto em Porto Alegre (RS) – e estava crente no “sim”. O “não” fez a direção voltar à estaca zero. Vai agora reavaliar nomes. É o momento do reset.

Nomes disponíveis no mercado há, inclusive de renome, mas a Chape não necessita de um técnico com status. Precisa de um com gabarito, claro, mas que, principalmente, demonstre vontade de encarar a bronca. Que não pise na Arena Condá se achando maior que o clube. Espero que venha alguém que trate a oportunidade como uma das maiores (ou maior até) da sua carreira. Este é o perfil de treinador para a ocasião, caros dirigentes verde-brancos.

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