Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Chapecoense 1x1 Cruzeiro: atuação boa, resultado ruim

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Vamos analisar, primeiramente, a atuação da Chapecoense na partida contra o Cruzeiro, na noite deste domingo (13). Foi a melhor exibição da equipe do Oeste catarinense sob o comando de Marquinhos Santos.

O time verde-branco assumiu a condição de mandante, com a proposta de rondar a grande área dos mineiros. Claro que o gol sofrido no início obrigou uma estratégia mais ofensiva. O adversário também chamou os anfitriões para o seu campo. Desta vez, a Chape se impôs na Arena Condá. No que pese a limitação técnica, o Verdão foi superior à Raposa. Merecia a vitória. Mas, não existe justiça no futebol, tão somente o resultado.

Agora, vamos avaliar o resultado. Para efeito de tabela de classificação, o empate por 1 a 1 nada contribuiu. A vantagem para o primeiro fora da zona de rebaixamento continua em 10 pontos. Agora, restam 13 jogos para o fim do Brasileirão. São 39 pontos em disputa. A situação da Chapecoense fica mais dramática a cada rodada. O Verdão fez uma boa partida, mas o escore foi ruim.

Primeiro tempo

Mais uma vez, a Chapecoense deu mole em uma jogada de bola parada defensiva. O Cruzeiro faz campanha ruim, mas é o velho Cruzeiro de guerra. Tem jogadores de muita qualidade. Se bobear contra times deste porte, não adianta, o cachimbo cai. O gol sofrido aos 5 minutos foi o único da primeira etapa. O experiente e algumas vezes selecionável Dedé balançou a rede. O Verdão partiu para o ataque, criou boas oportunidades, mas sem sucesso. Vale dizer que a Raposa quase ampliou no contra-ataque.

Segunda etapa

Iniciativa da Chape após o intervalo. Já fora assim no primeiro tempo, com o time posicionado no ataque. Boas jogadas construídas, mas faltou capricho. Em alguns lances, ficou nítido que o nervosismo atrapalhou. O Cruzeiro procurou não se arriscar, postura que não condiz com a grandeza da Raposa mineira. Porém, respeita-se a estratégia de querer manter o resultado. Só contra-atacou na boa. Até assustou. O Verdão marcou no fim. O VAR demorou, mas confirmou o gol. Havia a suspeita de impedimento.

De novo

Um toque de mão dentro da grande área do Cruzeiro passou impune pelo árbitro potiguar Caio Max Augusto Vieira. O braço do Dedé estava aberto. Era pênalti. Nem para o monitor do VAR o juiz foi. Sempre digo, se jogador de linha perde gol feito e goleiro leva frango, a arbitragem também vai errar. Só que hoje existe o árbitro de vídeo. É possível reparar o erro, mesmo assim as lambanças continuam. Já houve lances parecidos em que árbitros assinalaram penalidade máxima. Dois pesos, duas medidas.

Vale dizer

A impressão no gol da Chapecoense era de posição ilegal de Arthur Gomes. Cobrança de falta na grande área, e o atacante finalizou. Parecia adiantado. No rebote de Fábio, Camilo completou para a rede. A turma da salinha do VAR passou um tempão revisando a jogada, antes de avisar ao árbitro de campo que não havia irregularidade no tento. Depois, a TV mostrou a imagem congelada com linha daqui, linha dali. Mesma coisa do jogo contra o Flamengo, quando chiamos bastante. Neste caso, critério igual.

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