Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Chapecoense a caminho do rebaixamento à Série B. Com este futebol, a realidade é essa

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Pois é! Como diria Paulinho Mixaria, o time da Chapecoense “mentiu pro tio”. Vem mentindo o ano inteiro. Fez atuações de exceção no Brasileirão contra Inter, Cruzeiro, Palmeiras e Grêmio. Por que o Verdão só tem boas atuações contra os considerados gigantes, mas diante dos adversários do nosso campeonato empilha fiascos? Com a resposta, os jogadores.

Nos iludimos no empate na Arena gremista, na segunda-feira da semana passada (5)r. A julgar pelas manifestações nas redes sociais, o sentimento dos torcedores era o seguinte: “agora vai”. Pelo jeito, vai mesmo, mas para a Série B. A realidade da Chape é o futebol apresentado diante de Fortaleza, Athletico-PR, Goiás, Fluminense, Atlético-MG, São Paulo e Ceará. Nos outros também ficou devendo, mas nestes foi impossível não se irritar.

A verdadeira Chapecoense, 18ª colocada com 10 pontos em 14 jogos, é, portanto, a que levou 4 a 1 do Ceará no último sábado (10), por exemplo? A resposta está com os jogadores. Faltam recursos técnicos para a equipe verde-branca. O que pode nos fazer acreditar na permanência na Série A? Com a resposta, novamente, os jogadores.

Último jogo

Seria leviano se não avaliasse ao menos como interessante o desempenho da Chapecoense no primeiro tempo contra o Ceará. De fato, correu poucos riscos e ainda levou perigo nos contra-ataques. O time estava bem posicionado. Nos acréscimos, o Verdão sofreu o primeiro gol em falha característica do time de Emerson Cris: a bola parada defensiva.

A conversa de vestiário não funcionou na Chapecoense. A equipe voltou do intervalo sem ação, ou seja, foi o Verdão que estamos acostumados a ver em 2019. Em 15 minutos, mais dois gols. Aí, com a vaca já atolada no brejo, o Emerson Cris tenta Diego Torres no lugar do Henrique Almeida. Um meia por um centroavante. No fim, 4 a 1 saiu baratíssimo.

Emerson Cris

O elenco da Chapecoense é deficiente. Isso é dito desde o início deste ano. Não adianta trazer treinador com salário alto. Ney Franco ganhava muito bem e teve a proeza de fazer o time jogar ainda menos do pouco que sabe. Pelo custo-benefício, a melhor sacada da diretoria é dar sequência ao Emerson Cris. Não tem dinheiro para investir mesmo.

Não é que falta dinheiro para investir. Na verdade, não há grana sequer para pagar salários e direitos de imagem em dia, contrariando uma a marca construída pela Chape há anos. O Verdão tem problemas sérios dentro e fora de campo, uma combinação perfeita para caminhar a passos largos à Série B. Tarefa pesada até mesmo para o “Espírito de Condá”.

1 COMENTÁRIO(S)

  1. O atual presidente do Verdão é uma caricatura igual aos presidentes dos coirmãos de Santa Catarina. Sei que é difícil encontrar um gestor igual ao saudoso Palaoro, porém não entendo como um paspalho se acha competente para gerir um clube que transcendeu fronteiras! Deve estar cercado de idiotas com certeza. Estou triste mesmo sendo santista, pois a cidade, a região está triste! Não vejo mais o sorriso estampado no rosto da cidade... por onde andam as camisas do Verdão? Arena Condá às moscas! Será que voltarão as camisas azuis e vermelhas da velha Chapecó, a desfilar pela Avenida? Caravanas da velha Chapecó rumando para Porto Alegre? Deus me livre e me guarde! Não quero ver a cidade agonizando... voltando no tempo.

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