Thiago Freitas
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Jornalista e colunista do Diário do Iguaçu.

Cirurgia Ortognática pode ser uma solução para Apneia Obstrutiva do Sono

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O sono é uma ferramenta essencial que nosso corpo tem para manter a saúde preservada. Através dele equilibramos a energia perdida durante o dia, liberamos diversos hormônios, regulamos imunidade, consolidamos o que aprendemos, preservamos o equilíbrio emocional e muito mais.

Segundo a Academia Americana de Medicina do Sono, a apneia obstrutiva do sono atinge cerca de 9% das mulheres e 24% dos homens, a maioria deles de meia-idade ou mais velhos, e, mesmo assim, quase nove em cada 10 adultos com essa condição tratável permanecem não diagnosticados.

A doença é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total da via aérea superior durante o sono, ou seja, o ar tem dificuldade em passar, ou simplesmente não passa, no caminho entre o nariz e a garganta, provocando afogamentos ou pausas na respiração durante o sono. “Este distúrbio é grave, pois aumenta risco de morte e doenças cardiovasculares, neurológicas e metabólicas. Pessoas mais velhas, acima do peso e com o pescoço largo tem maior risco para desenvolver apneia durante o sono”, explica o cirurgião-dentista Silvio Gallon, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

Conforme Dr. Silvio, a dimensão do maxilar também pode trazer impactos negativos na vida de uma pessoa, afetando a qualidade do sono. “Isso acontece porque as arcadas superiores estreitas ou posicionadas para trás em relação ao crânio, impedem a passagem de ar em sua plenitude, interferindo na respiração e, em casos mais graves, podem levar à apneia obstrutiva do sono, potencializando problemas cardíacos. Este problema pode ser tratado por intermédio da cirurgia ortognática”, orienta o cirurgião-dentista.

A cirurgia ortognática é um procedimento realizado para corrigir e reposicionar os ossos maxilares, e, consequentemente, o posicionamento dentário de pacientes que apresentam diferentes graus de assimetria na região. De acordo com Dr. Silvio, esse tipo de empecilho influencia não apenas na estética do paciente, mas aspectos vitais, como o funcionamento das articulações da face, a saúde dos tecidos periodontais e até a função respiratória. Como se trata de um problema que afeta os ossos maxilares, a sua correção precisa ir além do tratamento com aparelhos ortodônticos e requer um planejamento extremamente cuidadoso feito por um especialista.

“A correção da forma da face garante a retomada das funções de respiração, fonação e mastigação, além de devolver a autoestima ao paciente, permitindo que ele envelheça naturalmente sem problemas associados", afirma Dr. Silvio Gallon.

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