Rodrigo Goulart
1403 ARTIGOS
Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Como se diz no aqui no Oeste, é de cair os butiás do bolso. Chape tem razão em protestar

Estamos na terça-feira (22). Nesta quarta (23), a Chapecoense encara uma decisão contra o Corinthians. Nesta altura deveríamos projetar o confronto válido pela Copa do Brasil, em São Paulo. Infelizmente, os acontecimentos na Ressacada continuam vivos na memória e causam revolta a cada imagem que revemos e com o desenrolar dos fatos.

Matéria publicada nesta segunda-feira (22) no site Globo Esporte diz que o árbitro de vídeo de Avaí x Chapecoense não dispunha de imagem ampliada para verificar, com maior precisão, se a bola no pênalti cobrado por Bruno Pacheco entrou ou não. Não pode ser! Simplesmente inacreditável!

A implantação do VAR no Campeonato Catarinense custou R$ 120 mil – R$ 40 mil por jogo (os dois da semifinal e a final) –, divididos entre os clubes envolvidos e a Federação. A empresa contratada foi a mesma que ganhou a licitação para trabalhar no Brasileirão – é da Inglaterra.

Como acreditar que não havia recurso técnico suficiente para tirar a dúvida em um lance que, convenhamos, era fácil? O último ato manchou o Catarinão 2019. Vergonha!

No contexto geral, repito, o Avaí foi merecedor do título catarinense. Fez melhor campanha e foi superior à Chape na decisão, no que pese o empate por 1 a 1 no tempo normal. Entretanto, se não fosse o erro injustificável e inaceitável da arbitragem, o duelo poderia ter outro desfecho.

Mais do VAR

A equipe de arbitragem e os responsáveis pelo VAR na semifinal entre Chapecoense x Figueirense, na véspera da partida, abriram a sala do árbitro de vídeo da Arena Condá e deram uma palestra à imprensa. Foram muito atenciosos e prestativos. Valeu à pena enforcar o almoço de sábado, pois conhecimento ninguém tira. A estrutura para trabalhar as imagens é algo monstruoso. Equipamentos importados e que valem uma fortuna. Por isso, não consigo acreditar que o sistema eletrônico, no domingo, apresentara deficiências.

Freezer nele

A Chapecoense já iniciou os trâmites jurídicos para anular a final contra o Avaí. Cumpre com o seu dever, está no direito por se sentir lesada, mas vamos combinar que dificilmente reverterá a situação. O protesto é válido, também, por situações que ocorreram fora das quatro linhas. Além do sorrisinho desnecessário em entrevista concedida ao site do Polidoro Júnior, repercutiu nas redes sociais uma suposta selfie que Bráulio da Silva Machado tirou com torcedores (muitos) do Avaí. Não é atitude de árbitro Fifa. Ele precisa se explicar. E merece ir para o freezer.

Várzea na Ilha

A Arena Condá atende à risca a uma série de exigências dos órgãos de segurança. Chapecó é referência na organização de grandes jogos de futebol. A colonada dá exemplo. Sinto orgulho em ser do Oeste. Daí, na capital de todos os catarinenses, na nossa Ilha da Magia, naquele espetáculo que é Florianópolis, a torcida do Avaí invade o campo da Ressacada, com o árbitro ainda consultando o VAR pelo rádio – nem depois não poderia invadir –, provoca os torcedores da Chapecoense e hostiliza jogadores do Verdão e repórteres de Chapecó - neste último caso, ouvi relatos de agressão física. Punição para ontem. Vai ter? Sei lá.

DEIXE SEU COMENTÁRIO