Cezar da Luz
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Cezar da Luz é gaúcho de São Gabriel, aquerenciado há mais de 40 anos em Chapecó. Na imprensa é colunista do Diário do Iguaçu/Folha de Chapecó há 17 anos e há 19 anos apresenta o programa Chama Nativa na Rádio Super Condá FM 98.9. Também é pesquisador e palestrante da história e cultura gaúcha.

Dia para exaltar o legado de Jayme Caetano Braun e homenagear os pajadores

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Neste dia 30 de janeiro, se estivesse vivo, o “Pajador dos Pajadores” Jayme Caetano Braun estaria completando 96 anos. Nasceu na Timbaúva, hoje Bossoroca e na época distrito de São Luiz Gonzaga. Seu legado é imortal e sobrevive em seus livros, suas pajadas que ainda ecoam nas canhadas por meio dos programas de rádio ou dos gaúchos em rodeios e galpões a declamar seus versos terrunhos.

“E um dia quando souberes/ Que este gaúcho morreu, / Nalgum livro serás eu/ E nesse novo viver/ Eu somente quero ser/ A mais apagada imagem/ Deste Rio Grande selvagem/ Que até morto hei de querer”.

Certamente será lembrado pelos quatro cantos da “Pátria Gaúcha e brasileira” com muitas homenagens.  Aliás, o dia do nascimento de Jayme foi escolhido como o Dia do Pajador Gaúcho, pela lei estadual do Rio Grande do Sul nº 11.676, de 16 de outubro de 2001, eternizando o dia 30 de janeiro, que a partir daí passou a fazer parte do calendário de eventos culturais do Estado, valorizando aqueles que, por intermedio da arte pajadoril, nos representam e traduzem sentimentos em versos carregados de sentimento poético.

 A pajada ou payada


Pedro Júnior da Fontoura

A pajada tem origem a uma boa tropilha de anos lá das bandas da Espanha atribuída ao poeta Vicente Espinel. Chegou à gauchada ainda antes dos aramados. Pajavam livres os gaudérios acompanhados do violão em milonga. É apresentada em décimas – 10 versos em improvisos – cantando amores, o campo ou opinando. Após a partida de Jayme, no Brasil a pajada, ou payada em espanhol, tem como seu maior estudioso e divulgador Paulo de Freitas Mendonça e o amigo poeta, escritor, professor de literatura Pedro Júnior da Fontoura como um dos responsáveis pela sua popularização no Brasil e em outros países em que tem participado de eventos do gênero. Pedro – um dos grandes pajadores do momento – tem apresentado rodeios e festivais com suas décimas carregadas de arte, criatividade e emoção. A “Pátria Gaúcha” possui um bom número de talentosos pajadores que, com sensibilidade e criatividade, enriquecem e valorizam nossa cultura. A eles e a todos que amam a arte pajadoril, a nossa saudação e homenagem na eterna lembrança e gratidão daquele que apontou caminhos: Jayme Caetano Braun.

 

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