Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Era uma vez o modelo de gestão, Chape! Parabéns aos envolvidos

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Vergonha não é cair para a Série B. Vergonha é virar notícia nacional por não pagar os jogadores. O time é ruim? Sim. Porém, de acordo com o provérbio popular, o combinado não é caro. A diretoria trouxe estes atletas, assinou os contratos. Alguém pode dizer: “Ah! Mas é comum no futebol brasileiro o atraso nos pagamentos”. "Parabéns" para quem pensa assim, ou seja, quer ver o seu clube se nivelar por baixo, seguir maus exemplos.

A Chapecoense construiu uma imagem de agremiação organizada, que paga em dia. Por isso pulou da condição de sem série à integrante da A em cinco anos. Tornou-se um case no Brasil. Muitos jogadores preferiam receber menos no Verdão a ganhar salários maiores em outros clubes, porque sabiam que na Arena Condá o mês tem 30 dias. Infelizmente, a equipe deixou de ser exceção. Caiu na vala comum.

Repercutiu da pior forma possível a insatisfação dos atletas com os seis meses de direitos de imagem atrasados, que serão sete se não houver pagamento até o fim deste mês. Por quê? Justamente por ter se colocado, na base da competência, em uma prateleira diferente da maioria dos seus coirmãos.

O clube do Oeste catarinense deixou de ser um espelho de gestão. Está caindo quebrado para a segunda divisão nacional. Eis o abacaxi: a questão financeira.

O dinheiro mal gerido fez a instituição verde-branca sair de um superávit de R$ 30 milhões no fim de 2017 para R$ 13 milhões de dívida no início deste ano.

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