Bruno Pace Dori
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Formado em Comunicação Social pela Unochapecó, Bruno Pace Dori tem mais de 10 anos de experiência na área do jornalismo e assessoria. É editor de Política do Diário do Iguaçu e traz informações que são destaque em Chapecó e Santa Catarina.

Governo catarinense adota medidas ‘faz de conta’ contra a covid-19

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O governador do Estado, Carlos Moisés (PSL), decretou nesta segunda-feira (13) “novas medidas” de isolamento social em Santa Catarina pelos próximos 14 dias. Na verdade, são medidas “faz de conta”, uma vez que impede jogos de futebol (e outros esportes) e atividades que já estavam proibidas ou que tinham suas atividades bastante restritas.

Por exemplo, pelas próximas duas semanas estão suspensas as atividades de cinemas, teatros, casas noturnas, museus, eventos, shows e espetáculos que acarretem reunião de público. Só isso não vai frear a pandemia. Eram necessárias algumas ações mais duras, como restrições da circulação de pessoas e redução de locais onde acontece aglomeração de pessoas.

Ao menos o governo do Estado teve a responsabilidade e bom senso de não mandar fechar tudo, o que seria um completo desastre nesta altura, pois iria penalizar empresários – outros muitos vão fechar suas portas, – e os trabalhadores – que vão ficar sem emprego. Era preciso medidas mais duras, porém, não ao ponto de fechar o comércio e serviços.

Na verdade, o governo do Estado precisa resolver os problemas de falta de medicamentos, insumos e de profissionais. Além disso, aumentar a fiscalização para evitar aglomerações. E também auxiliar os prefeitos a tomarem decisões mais restritivas, caso isso seja realmente necessário, pois têm muitos que não tem condições de tomar decisões.

De fato, caberá aos prefeitos catarinenses tomar medidas mais rígidas. O governo do Estado criou uma ferramenta para que os municípios possam acompanhar os números da pandemia e adotem medidas mais restritivas. O Estado transferiu a responsabilidade, mas muitos prefeitos pediram isso. Então agora que tomem alguma atitude concreta.

A questão é se algum prefeito tomará medidas impopulares, especialmente em ano eleitoral. Segue o jogo de empurra-empurra entre os políticos. Enquanto isso, em muitos municípios já não há leitos de UTI disponíveis e em vários hospitais do Estado faltam medicamentos, insumos, e/ou profissionais, principalmente, para colocar em uso leitos de UTI.

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