Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Inter 1x0 Chape: Derrota na insistência do mais do mesmo

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Como foi a Chapecoense, neste domingo (22), no Beira-Rio? Jogou como nunca, perdeu como sempre. Melhorou um pouco a pegada e o posicionamento no sistema de marcação, tanto que sofreu o 1 a 0 só aos 39 minutos do segundo tempo. Mas, vamos combinar: pior que estava o time não poderia ficar, né?

Não podemos ignorar que o Verdão levou dois gols anulados pelo VAR, ou seja, queria ou não, fora vazado. Porém, a irregularidade nestes lances isenta, de certo modo, os defensores. Por outro lado, a falta de criatividade e a fraqueza ofensiva continuam na Chape.

Vai ser difícil o técnico Marquinhos Santos corrigir estes aspectos, em função do baixo nível técnico do grupo de jogadores. Entretanto, o treinador é pago para tentar. Apresentar novidades (de verdade) na escalação é uma tentativa que deve ser feita.

Veteranos

Sim! Marquinhos Santos inovou ao lançar mão de Renato, que não jogava havia quatro meses. No entanto, em linhas gerais, apostou no mais do mesmo e em uma formação experiente, para não dizer velha: Eduardo (32 anos), Rafael Pereira (34), Gum (33), Márcio Araújo (35), Elicarlos (34) e Camilo (33). A equipe recheada de medalhões melhorou um pouquinho – repito, pior que estava não ficaria –, mas insuficientemente para reprisá-la. Ah! Renato teve participação discreta. Anormal se fosse o contrário.

Fazer algo

O time titular da Chapecoense peca pela lentidão e a má preparação física. Não raramente vemos jogadores com câimbras. A preferência pela média de idade alta está levando o Verdão para a Série B de 2020. É hora da mexida drástica na escalação, rejuvenescer o 11 inicial. Essa história de não querer queimar a “gurizada” não cola mais. Se cair – e essa é a tendência –, não será por culpa dos pratas da casa, porque a situação já é delicada. Desculpem-me por ser repetitivo: pior que está não fica.

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