Bruno Pace Dori
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Formado em Comunicação Social pela Unochapecó, Bruno Pace Dori tem mais de 10 anos de experiência na área do jornalismo e assessoria. É editor de Política do Diário do Iguaçu e traz informações que são destaque em Chapecó e Santa Catarina.

O fracasso total da nova política em Santa Catarina

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A nova política em Santa Catarina é um fracasso retumbante. No processo eleitoral, Carlos Moisés e Daniela Reinehr foram de carona na popularidade do candidato Jair Bolsonaro e acabaram alçados ao governo do Estado por um povo que estava cansado da velha política, representada pela tríplice aliança, com partidos tradicionais, que resultava no inchaço da máquina pública, com cargos comissionados nas Secretarias Regionais, enfim, a população acreditou na mudança. Moisés e Daniela, mesmo no nanico PSL e sem experiência eleitoral, atropelaram partidos e candidatos tradicionais, como Gelson Mersio (PSD, à época), Mauro Mariani (MDB) e Décio Lima (PT), entre outros.

Embora tenha realmente enxugado a máquina, cortando mais de 2 mil cargos comissionados, Carlos Moisés tropeçou na relação política. Não se trata do “toma lá dá cá”, porém, houve sim certa arrogância na relação com o Parlamento e com entidades produtivas. A falta de diálogo e o encastelamento do governador ficaram muito evidentes, já que Moisés demorou mais de 100 dias para por os pés na região Oeste. Já Daniela Reinehr, além do deslumbramento pela função, deu logo sinais de que a nova política tão propagada era, na verdade, a velha política de sempre. Entre janeiro e junho de 2019, gastou quase R$ 300 mil com sua residência oficial, incluindo zelador, motorista, cozinheira e jardinagem.

Na questão da covid-19, Carlos Moisés foi bem ao determinar o isolamento social. Não tenho dúvidas de que isso atrasou a transmissão da doença em Santa Catarina. Porém, o caso dos respiradores foi fatal. Se ele teve ou não envolvimento direto na compra, isso ainda não está esclarecido, então, não cabe agora. Mas o governo, do qual ele é chefe, gastou R$ 33 milhões em uma compra que a Polícia Civil e o MPSC apontam fraude. E dois secretários só caíram por pressão popular e não pela vontade do governador. Agora, mais membros do governo foram exonerados e/ou pediram exoneração. E não tenho dúvidas que é questão de tempo para que mais pessoas saiam por relação direta ou indireta com o caso.

Se Carlos Moisés enfrenta pedidos de impeachment, tem em Daniela Reinehr uma adversária, já que a vice-governadora rompeu relações. Embora o distanciamento tenha ocorrido antes do caso dos respiradores, se intensificou depois. Daniela tenta salvar o próprio pescoço e já olha para a Casa D’Agronômica, pois o governador balança. Se algum dos pedidos de impeachment prosperar, hoje ele dificilmente escapa da cassação. O problema é que ela, apesar de manter ótima relação com o bolsonarismo, não consegue trazer nada de concreto para Santa Catarina e principalmente para o Oeste. Nenhuma obra, nem recursos. Daniela não tem força política e nem envergadura para ascender ao cargo de governadora.

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