Thiago Freitas
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Jornalista e colunista do Diário do Iguaçu.

Oftalmologistas alertam para eficácia incerta de hidroxicloroquina e cloroquina no combate ao coronavírus

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciou na semana passada o enquadramento da hidroxicloroquina e da cloroquina, ou comercialmente conhecida com os nomes Plaquinol ou Reuquinol, como medicamentos de controle especial. A medida foi necessária, devido ao grande aumento na procura pelo medicamento nas farmácias para o controle da Covid-19.No entanto o anúncio reforça que não há nenhuma comprovação científica de que as substâncias utilizadas no combate a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros, tenham eficácia no tratamento do novo vírus.

A procura gerou grande preocupação entre os médicos que alertam para os efeitos colaterais que podem ser muito maiores, ao utilizar o medicamento sem prescrição médica. “No caso da visão, por exemplo, o uso deste medicamento pode até causar a cegueira devido a grande toxicidade presente neste medicamento”, explica a médica oftalmologista doutora Giselle Caon, do Instituto de Olhos Sizenando Souza Filho (IOSSF), informando que há várias outras doenças que de forma cumulativa podem se desenvolver no ser humano, ao ingerir medicamentos de maneira errada. “Já tivemos casos de pacientes com problemas renais precoce, e quando fomos avaliar, identificamos que havia um consumo descontrolado de remédios não prescritos”, afirma.

De acordo com a doutora Denise Caon, oftalmologista do IOSSF, já há falta do medicamento em farmácias para pessoas que necessitam da substância para tratamento de doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide. “Precisamos ser conscientes neste momento e ter compaixão ao próximo, pra que essas pessoas que necessitam deste medicamento não fiquem sem”, alerta.  

As doutoras lembram ainda, que a automedicação pode trazer consequências graves para a saúde e antes de tomar qualquer medicamento, deve-se falar com o médico ou com um profissional de saúde. “Esperamos que logo a comunidade científica aprove e tenha grandes resultados positivos porém sempre com orientação médica”, finaliza. 





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