Rodrigo Goulart
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Jornalista da editoria de esporte, Rodrigo aborda os lances da rodada e o que acontece no esporte do Estado. Visão crítica e apurada de quem entende do assunto.

Sobre o novo patrocínio da Chape: a curto prazo, furou. Há mais times nesta situação

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“Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”. Esta é a Lei de Murphy, que se encaixa perfeitamente com a questão envolvendo o novo patrocínio da Chapecoense. Esqueçam o dim-dim da criptomoeda USD Soccer. Se chegar, só lá por abril. Se chegar.

Grana alta (US$ 1,4 milhão, cerca de R$ 5,9 milhões), paga em cota única, por um ano de contrato, mesmo com o rebaixamento à Série B do futebol brasileiro. Quando a informação veio à tona, há uns dois meses, mais ou menos, falava-se o seguinte: “dinheiro que cai do céu”. E se questionava: “qual empresa injetaria cifra tão considerável, no cash, em um clube que se encaminha para o descenso na Série A?”

Estes quase R$ 6 milhões não solucionariam todos os problemas do Verdão, mas seriam usados para quitar dois dos sete meses de direitos de imagem atrasados, o valor em carteira referente a outubro e pendências com fornecedores. Ajudaria. Estava com razão ficou com um pé atrás em relação ao patrocínio.

Vale lembrar que o presidente Paulo Magro confirmou o nome (USD Soccer), o montante, a assinatura do contrato e o depósito. Imaginava-se que a liberação dos recursos demoraria apenas o tempo normal do trâmite – trata-se de investimento internacional. Porém, surgiram outras barreiras burocráticas que travaram a utilização.

Magro disse ao colunista que a Chape deverá emitir uma nota sobre o assunto nesta terça-feira (3). Precisa, pois o torcedor cobra explicações. Outros 10 times brasileiros estão na mesma situação, ou seja, fecharam com a USD Soccer e não conseguem colocar a mão na grana. O dinheiro até poderá vir, mas, repito, não a curto prazo, somente lá por abril.

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