Cezar da Luz
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Cezar da Luz é gaúcho de São Gabriel, aquerenciado há 40 anos em Chapecó. Na imprensa é colunista do Diário do Iguaçu/Folha de Chapecó e há 16 anos apresenta o programa Chama Nativa na Rádio Super Condá Am 610. Também é pesquisador e palestrante da história e cultura gaúcha.

Tradicionalista chapecoense recebe homenagem do executivo de Caxias do Sul

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Receber uma homenagem fora da sua cidade é para poucos. É com alegria que trago este chasque. O tradicionalista chapecoense Waldir Borille, no início deste mês, foi homenageado pelo poder público de Caxias do Sul e Querência da Poesia Xucra em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à arte declamatória e à cultura gaúcha com forte ligação aos poetas de Caxias do Sul. A foto que ilustra nossa página é no gabinete do prefeito. Presentes na homenagem: prefeito Flávio Cassina e vice Elói Frizzo. O grande poeta Sebastião Teixeira Correa foi o mentor da homenagem. Relato aqui um pouco da trajetória do Borille. Na minha opinião, certamente que chegará o dia do poder público da nossa Capital do Oeste, homenagear este taura pela sua grande contribuição para com a cultura em Chapecó. 

CONHEÇA UM POUCO DA TRAJETÓRIA DO WALDIR BORILLE


Waldir Borille nasceu em 12 de abril de 1958 na cidade de Francisco Beltrão (PR). Residente há mais de 30 anos na cidade de Chapecó. Oriundo da imigração italiana, exerceu as mais diversas atividades na lida campeira, agricultura, trabalhos na terra e lida com animais. Época que desde piazito brincava trabalhando, trazendo toda essa vivência para o tradicionalismo gaúcho e os tradicionalistas formados em galpão. Foi sargento da cavalaria do Exército Brasileiro e cavalariano da Polícia Militar.

INTEGRAÇÃO:  POESIA, CAVALGADAS E POLÍCIA MILITAR

Sempre integrado com a cultura gaúcha, despertando no exército a admiração pela poesia: “Lembrai-vos da guerra” e “A vida de policial”. Duas marcas em seu repertório por serem versos específicos referentes à vida militar. Numa ocasião esteve levando estes versos e outros ao quartel general da Polícia Militar em Florianópolis para autoridades civis e militares numa mensagem do Oeste catarinense e cultura do Sul. Em 1986, participou da cavalgada 1ª Cruzada da Integração Tradicionalista – Chapecó-Soledade. Foi integrante da comitiva como declamador, representando a Polícia Militar de SC e a cultura gaúcha.

BORILLE E SEU MUSEU RECANTO DA POESIA CRIOULA


Declamador há mais de 35 anos, instrutor ativo na arte declamatória em todas as categorias. Tendo sido instrutor também do Projeto Farroupilha. Mentor, idealizador e executor do Museu Recanto da Poesia Crioula com acervo e museu em Chapecó com a finalidade de levar a cultura tradicionalista às classes escolares, rebuscando novos talentos. Recebendo visitantes, grupos escolares e palestra no local sobre cultura, tropeiros, café tropeiro, charque, marca de gado, abordagens diversas e Guerra do Contestado. Foi desenvolvedor e idealizador do 1º e 2º Chapecó Cultura em Versos, do edital de linguagens da Prefeitura de Chapecó, tendo sido premiado pelo segundo ano consecutivo.Foi também premiado na categoria mestre no edital nacional das culturas regionais, edital Selma do Coco com o título “Resgates do Sul através da arte declamatória”.

Participou em diversos seminários, oficinas e palestras sobre a arte declamatória, culinária e cultura do Sul. Convidado para programas de rádio e televisão para apresentar o projeto e também sobre arte culinária. Sempre participando nas escolas públicas, incentivando as crianças e os jovens a estudarem e escreverem poesias, tendo vários projetos futuros, agregando os valores. Durante sua trajetória teve várias conquistas na arte declamatória em rodeios, festivais, Festival Catarinense de Artes e Tradições (Fecart) e conquista nacional. Foi premiado em primeiro lugar por quatro vezes – tetracampeão catarinense. No Festival Nacional da Cultura Gaúcha em 2017 conquistou o terceiro lugar. Foi diretor artístico da Associação Chapecoense da Cultura Tradicionalista Gaúcha (ACCTG) e primeiro-peão veterano do CTG Vaqueanos do Oeste, de Chapecó. Mentor de Farroupilha em Versos, desenvolvido com Galpão da Cultura, em acampamentos farroupilhas de Chapecó. Foi responsável e defensor pela biografia e vivência dos homenageados. Em 2013, foi mentor e idealizador nos concursos de poesias inéditas em rodeios artísticos e festivais. Também poeta, um de seus poemas foi premiado e publicado no livro “Centenário do Contestado”, em 2013, com o poema “Contestado no presente, uma história permanente”. Participou do 33º Rodeio Crioulo e Artístico de Vacaria, em fevereiro de 2020, defendendo o poema “Quem herdará meus cavalos”, do poeta Sebastião Teixeira Correa, premiando como segundo melhor poema. Diante disso, Borille é um paranaense que se identifica com a cultura gaúcha e defende que a arte declamatória é uma das ações mais completas de estudar a língua portuguesa e histórias, em especial do Sul. Vendo também que a vivência, experiências e conquistas só se concretizam quando for compartilhada com outras pessoas, renovando a continuidade dos feitos.









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