1,1 mil pessoas vivem com HIV em Chapecó

Do ano passado para cá, houve aumento de 13,4% no número de casos

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Em 1984, quando o diagnóstico ainda representava uma sentença de morte, o primeiro caso de HIV registrado em Santa Catarina foi detectado em Chapecó. De lá para cá, muita coisa mudou. Apesar da doença não ter cura, hoje é possível viver bem com HIV. Além disso, cada vez mais as pessoas estão cientes de que o vírus pode atingir todas as pessoas, independentemente da classe social, idade, cor, gênero, aparência ou orientação sexual. 

Atualmente, cerca de 37,9 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com HIV. Desde o início da epidemia, em 1981, em torno de 74,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus, e 32 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à Aids. Isso é o que apontam os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). 

Em 2018, 954 pessoas viviam com HIV em Chapecó e região. Em um ano, o número cresceu para 1,1 mil, o que representa um aumento de 13,4% nos casos. Os dados fazem de Chapecó integrante da Cooperação Interfederativa, formada pelos 12 municípios com maior taxa de detecção do HIV em Santa Catarina. 

Segundo a coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado de Chapecó (SAE), Vanize Putzel, o aumento não significa, necessariamente, que mais pessoas tenham sido contagiadas com o vírus, mas sim que mais pessoas foram submetidas ao teste e descobriram o HIV. “Faz cerca de dois anos que nós estamos intensificando o acesso à testagem”, afirma. 

Ela também salienta a importância do diagnóstico precoce. “Quanto antes a pessoa descobrir, mais rápido vai começar o tratamento, melhor será a qualidade de vida e menor a chance de transmissão”, completa a coordenadora do SAE. 

Assim não pega

- Aperto de mão, abraço, carinho e toques em geral;
- Beijo de língua;
- Dividindo talheres, copos, toalhas e outros objetos;
- Picada de mosquito, uma vez que o inseto não é capaz de carregar o vírus de uma pessoa para outra;
- Uso de banheiros públicos. 

Assim pega 

- Sexo desprotegido, sem o uso de camisinha;
- Compartilhamento de seringas no uso de drogas injetáveis;
- O vírus pode ser transmitido de mãe para filho por meio da gravidez, parto e amamentação. O acompanhamento pré-natal e o uso de medicamentos, porém, podem evitar que o bebê seja contaminado pelo HIV.

Diferença entre HIV e Aids 

HIV e Aids não são sinônimos. O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus causador da Aids, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo contra doenças. Ao contrário de outros vírus, como o da gripe, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. 

Ter HIV não significa que a pessoa desenvolverá Aids. Porém, uma vez infectada, a pessoa viverá com o HIV durante toda sua vida. Não existe vacina ou cura para infecção pelo HIV, mas há tratamento.

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença causada pelo HIV, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo de doenças. Em um estágio avançado da infecção pelo HIV, a pessoa pode apresentar diversos sinais e sintomas, além de infecções oportunistas e alguns tipos de câncer. 

Sem o tratamento antirretroviral, o HIV usa essas células do sistema imunológico para replicar outros vírus e as destroem, tornando o organismo incapaz de lutar contra outras infecções e doenças.
(Fonte: Ministério da Saúde)

Sobre o Dezembro Vermelho 

O dia 1º de Dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data foi estabelecida em 1987 pela Assembleia Mundial de Saúde, juntamente à Organização das Nações Unidas (ONU), como uma forma de incentivar o combate e prevenção à doença causada pelo vírus do HIV. 

Chapecó instituiu 1º de Dezembro como o dia da luta contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) sancionado pela lei 6.856 de 18/04/2016 o Programa Dezembro Vermelho. Com isso, são realizadas anualmente ações educativas e preventivas referentes à doença.

Para diminuir o preconceito e os estigmas que acompanham as pessoas que vivem com HIV, o Jornal Diário do Iguaçu preparou uma série de reportagens sobre o assunto. Acompanhe e esclareça suas dúvidas relacionadas às tecnologias de prevenção, tratamento, formas de transmissão do vírus e, ainda, conheça histórias de pessoas soropositivas. 



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