90% dos casos de vandalismo são em contêineres recicláveis

Instalados para incentivar a separação coleta e garantir uma qualidade maior do produto às associações de catadores, caixas coletoras seguidamente são encontradas danificadas ou abertas a força.

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Os novos contêineres foram instalados em Chapecó para melhorar a forma de separação e coleta do lixo na cidade. E o contêiner usado para o depósito do material reciclável foi o que teve a maior mudança em sua estrutura.


Ao invés da tampa de ferro que ficava aberta, o novo coletor tem uma espécie de telhado, com uma abertura menor para a colocação do lixo e a tampa foi vedada para garantir a integridade do resíduo armazenado, gerando assim um produto mais limpo e com maior qualidade para as associações que trabalham com reciclagem.


Mas é justamente esse contêiner o principal alvo de vandalismo e destruição em alguns pontos da cidade, conforme conta o proprietário da empresa TOS Obras e Serviços Ambientais, Volnei Miguel D’Agostini.

Segundo ele, aproximadamente 90% das caixas danificadas – destes modelos mais novos - são de material reciclável. “Acreditamos que é a ação de catadores autônomos ou ainda de moradores de rua. Porque o que tem dentro vale dinheiro”, comenta.


E os danos são variados, desde pequenas avarias até a remoção completa da tampa da caixa, para que a pessoa entre no contêiner e comece a revirar em busca de latas de alumínio ou outros objetos que possam ser vendidos.


Na manhã desta sexta-feira (26), a reportagem do Diário do Iguaçu registrou imagens da caixa coletora localizada na Rua Borges de Medeiros, instalada próximo à Escola Zélia Scharf, estava com a tampa totalmente deslocada. Mas segundo o proprietário da empresa, já foram localizados pedaços de madeira, ferro e outros objetos usados para romper o isolamento da caixa e mantê-la aberta.

 

Reclamações

 

Segundo a gerente de Resíduos Sólidos da Prefeitura de Chapecó, Vanusa Maggioni Cella, Vanusa Maggioni, mensalmente a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Seinfra) recebe aproximadamente 15 reclamações referentes a questão da coleta seletiva, entre relatos de o contêiner estar no lugar errado, falta de coleta ou de higienização ou ainda de lixo fora das lixeiras. E dentro destas 15, em média cinco delas relatam vandalismos ou contêineres com tampas abertas.

 

Caixa isolada

 

Vanusa comenta ainda que as novas caixas coletoras para resíduos recicláveis são fechadas e possuem a tampa isolada, justamente para garantir a qualidade do material que vai para as associações de catadores cadastradas junto ao município.


O novo sistema de coleta seletiva entrou em operação no dia 30 de junho de 2019 e, segundo ela, a empresa já precisou fazer a substituição de todas as borrachas de vedação dos recipientes destinados ao lixo reciclável. Atualmente, 380 contêineres neste modelo estão espalhados por Chapecó.

 

 

Custos com reparos

 

Volnei lembra que os valores para reparos dependem do tipo de dano provocado, mas que dependendo da extensão, pode ser necessária a substituição do contêiner por um novo, e o custo da caixa coletora nova é de R$ 7,2 mil.

 

Prejudica a reciclagem

 

O grande ganho dos novos modelos de coletores é justamente preservar os materiais da ação do tempo, mantendo limpo, seco e fechado. Os materiais são coletados pela empresa e entregues diretamente nas associações de catadores cadastradas no município.


“Prejudica o sistema de coleta, a beleza e limpeza da nossa cidade. Não é algo que esperávamos. Quando flagramos algum catador ou morador de rua fazendo isso, tentamos orientar e pedir para que não faça”, comenta.


Vanusa lembra ainda que para quem flagrar situações desta natureza, pode ligar para a Guarda Municipal informando, que os agentes deslocarão até o local e podem conduzir o responsável para a delegacia para o registro do Boletim de Ocorrência. O número da Guarda Municipal é o 153.

 

 

Punição

 

Em outros casos de vandalismo, principalmente referentes a incêndios criminosos ateados nas lixeiras, Vanusa comenta que houve situações em que os responsáveis foram identificados e punidos. “Com as imagens captadas pelas câmeras, conseguimos localizar os autores. Alguns tiveram que fazer Prestação de Serviço Comunitário e outros, inclusive, tiveram que pagar os danos. Em uma das vezes o responsável precisou pagar um contêiner novo”, disse.

 

 

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