As lições que o câncer trouxe para Marina

Após ser diagnosticada com câncer de mama, Marina Lima Pereira, de 55 anos, aprendeu a demonstrar seu amor aos amigos e familiares

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Nadia Michaltchuk
nadia@diariodoiguacu.com.br

“Eu entrei aqui chorando e vou sair sorrindo”. Assim, Marina Lima Pereira, de 55 anos, descreve os dias em que passou na Casa de Apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó. A casa acolhe mulheres e crianças que vem de outras cidades para realizar o tratamento contra o câncer nos hospitais de Chapecó. 

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Marina veio de Herval d’Oeste com a filha, Sandra Aparecida Pereira, que a ajudou durante toda a luta contra o câncer de mama. Ela enfrenta a depressão há cerca de 9 anos. Em fevereiro deste ano, descobriu um tumor maligno no seio esquerdo. O nódulo já estava ali há dois anos, mas ninguém havia percebido.

Quando ela foi diagnosticada com câncer de mama, a doença já estava no estágio seis. “Eu não sei ler e nem escrever. Quando descobri o câncer nem sabia o que era isso. Acho que se eu tivesse tido mais ensino teria descoberto a doença antes e não teria sofrido tanto”, conta. 

Resistência ao tratamento 

O tratamento conta com oito sessões de quimioterapia e 32 sessões de radioterapia. As radioterapias são realizadas no Hospital Regional do Oeste (HRO). No início do tratamento, ela foi resistente. “Eu não queria fazer. Os efeitos eram muito cruéis. Saía das sessões de quimioterapia muito fraca. O meu desejo era morrer”, lamenta.

Para que ela realizasse as consultas, exames e sessões de quimioterapia e radioterapia, um dos seus sete filhos sempre a acompanhava. “Eu não sei me explicar para o médico, por isso preciso sempre de alguém comigo”, relata.

Devido à depressão, Marina não consegue ficar sozinha. “Me dá um aperto muito grande se eu fico sozinha. Tenho que ter sempre alguém comigo, não consigo nem dormir sem ter alguém no mesmo quarto que eu”, afirma.

Das dificuldades à superação 

Quando decidiu ser forte e lutar pela vida, o tratamento contra o câncer de mama começar a fazer efeito. Hoje, no final do tratamento, Marina agradece aos seus filhos, marido e ao apoio que recebeu na Rede Feminina de Combate ao Câncer. “Eu me tornei outra pessoa. Entrei aqui chorando e vou sair sorrindo”, afirma.

Com essa experiência, Marina também aprendeu a demonstrar seus sentimentos. “Antes eu era uma pessoa muito fechada, que não conseguia demonstrar amor. Depois de receber tantos abraços comecei a gostar de abraçar”, comemora. Daqui para frente, ela deseja fazer cursos de artesanato e continuar aplicando o que aprendeu na Casa de Apoio. 


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