Aumento de casos de sífilis causa alerta no Brasil

Doença infecciosa é transmitida através da relação sexual desprotegida

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O aumento progressivo das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) tem causado preocupação, sendo considerado um problema de saúde pública. A falta do uso do preservativo durante relações sexuais é a principal causa da disseminação dessas doenças, que ainda carregam consigo uma carga de preconceito, estimulada, principalmente, pela desinformação.

A sífilis adquirida (transmitida de uma pessoa para a outra durante a relação sexual) está entre as ISTs com elevação de casos. Conforme dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 2017 e 2018 houve um aumento de 28,3% nos diagnósticos – de 119.800 para 158.051 casos notificados no Brasil –, sendo Santa Catarina o estado com a maior taxa de detecção da doença (164,1 casos/100.000 hab.).

Segundo o bioquímico Ridiger Clauss, proprietário do Ridiger Laboratórios, a sífilis é considerada uma infecção silenciosa e os exames laboratoriais são essenciais para o seu diagnóstico correto.

“Ela é curável e pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. Somente após detectar a IST é possível realizar o tratamento adequado. Os dois tipos de testes que podem diagnosticar a sífilis são os exames diretos, como o VDRL – simples e rápido – e testes imunológicos”, orienta.

Diagnóstico, transmissão e sintomas

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis pode atingir até três estágios de infecção. Dentre seus sinais e sintomas estão manchas e feridas no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que aparecem entre 10 e 90 dias após o contágio.

“Geralmente, esses sinais não coçam e tendem a desaparecer, mesmo sem o tratamento. Isso não significa que o paciente está livre da IST. Além da adquirida, há também a sífilis congênita, transmitida para criança durante a gestação ou o parto, por isso a importância em realizar o exame laboratorial e também estar em dia com o pré-natal”, explica Ridiger.

A sífilis congênita, caso não tratada, pode causar complicações como aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao nascer.

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