Câncer de mama é coisa de homem, sim

É raro, mas acontece e de maneira mais agressiva que nas mulheres. A melhor forma de prevenir é se informar e conhecer o próprio corpo. Saiba quais os sinais e fique atento

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Carolina Dias
carol@diariodoiguacu.com.br

Os homens representam 1% do total de casos de câncer de mama no Brasil. A incidência é baixa, a doença é pouco divulgada, mas os casos existem e é preciso prevenir. Mas muitas vezes por desinformação e preconceito, os homens não dão atenção necessária a doença e aos sinais.

“O tipo de câncer do homem e da mulher é o mesmo e muitas vezes a gente esquece que homem também tem mama.  Alguns desenvolvem um pouco mais o tecido mamário e outros não, aí acaba-se deixando o homem de lado e essa falta de atenção acarreta em um diagnóstico tardio e uma doença um pouco mais avançada”, explica o médico ginecologista e mastologista, Raup de Bacco.

O médico reforça que é muito importante conhecer o próprio corpo. Isso vale para homens e mulheres, mas no caso masculino, como existe ainda o preconceito, fica mais difícil.

“Geralmente o homem, ao contrário da mulher procura menos o médico e qualquer alteração que ache na mama, as vezes por preconceito ou desleixo, acaba retardando a ida ao consultório e quando chega já tem um comprometimento de linfonodos da axila, o que é um mau prognóstico”, salienta Raup de Bacco.

Autoexame: homens devem fazer

Ao contrário do que se pensa, homens devem sim fazer o autoexame. O ginecologista conta que geralmente quando os homens vão para consulta, quem achou o nódulo foi a mulher. Foi ela que percebeu ou chamou a atenção dele. “O tamanho do nódulo em si não é indicativo de pior ou melhor. O que vai determinar, depois da cirurgia, biópsia, o tipo do tumor e se ele é invasivo ou não, é a avaliação da axila, se já tem doença nos linfonodos no local. Toda vez que saiu da mama, a gente tem uma doença um pouco mais avançada e com maior risco de aparecer em outros lugares”, pontua Raup.

Fique atento aos sinais de alerta 

“O homem não precisa fazer a mamografia de segmento, a única coisa que é preciso ressaltar, e isso vale para todo mundo, é conhecer seu corpo. De vez em quando palpar a mama ver se tem alguma diferença, e no momento que ele percebe alguma alteração comom: aumento da mama, retração no mamilo, saída de secreção do mamilo com sangue ou marrom, ferida que abriu e não cicatrizou, algum nódulo na região da axila, esses são sinais de alerta e deve-se procurar um médico”, reforça o mastologista. A maior incidência é na faixa etária dos 60 anos.

Fatores de risco

Os que valem para as mulheres, também valem para os homens. Alguns são bem estabelecidos, principalmente o genético. “Uma família que teve a mãe, as irmãs e um homem com câncer de mama, tu pode pensar num fator genético, então esse homem tem que ter uma vigilância maior”, explica o médico.

Mas a obesidade, alcolismo e uso de anabolizantes, que mexem na composição hormonal do homem, também contribuem para que o câncer

Diagnóstico e tratamento

O que muitas pessoas não sabem é que quando se faz a investigação do nódulo, o médico pode pedir o exame de mamografia. Homem também faz, se for necessário. “Aí entra o diagnóstico com a mamografia, o ultrassom e o que vai fechar mesmo é a biópsia”. Depois disso, quando se está confirmado o câncer de mama,  e geralmente é o mesmo tipo da mulher, vem o tratamento.

Raup explica que o homem vai para cirurgia e como não tem uma mama volumosa como a da mulher, acaba tirando toda a mama junto com a auréola e o mamilo pela questão anatômica. É feita a avaliação da axila também e depois segue o tratamento que é a quimioterapia e a e radioterapia, dependendo do estágio da doença. “Em alguns casos se faz a quimioterapia, outras as duas, e alguns só a cirurgia, mas no homem geralmemte por ser mais avançada a doença acaba fazendo todo o processo”, salienta.

Após a cirurgia, é feito um controle por cinco anos e depois o paciente é considerado livre da doença. “Depois desse tempo a chance de reaparecimento da doença é muito pequeno. Não é impossível, mas é muito pequeno. Então quanto mais cedo, menos chance de complicações”.

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