Chapecó é a 7ª cidade do País que mais gera empregos

Dados do Caged mostram o município com índices positivos no 1º semestre de 2020

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Bruno Pace Dori
politica@diariodoiguacu.com.br

Mesmo em um período conturbado para o cenário econômico nacional em meio à pandemia do novo coronavírus, Chapecó continua sendo uma vitrine para o mundo, tanto na geração de emprego, quanto no incentivo aos novos negócios. O comportamento do mercado de trabalho formal do município no primeiro semestre deste ano demonstra que o saldo de empregos com carteira assinada está acima dos índices apresentados de Santa Catarina e em todo o Brasil.

Esses dados levam com base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia. Entre as cidades que mais criaram vagas de trabalho de janeiro a junho, Chapecó aparece em 7º lugar no País, compondo o seleto grupo de 10 municípios brasileiros que apresentam mais saldo positivo. No primeiro semestre foram um total de 20.516 admissões e 18.791 demissões, tendo um saldo acumulado de 1.725 vagas.

No comparativo com outras cidades em Santa Cataria, Chapecó aparece em 1º lugar. Os bons números já vinham desde 2019, quando a cidade encerrou o ano com 81 mil empregos formais de saldo. Os setores que mantiveram maior número de empregados formais foram a indústria de transformação, que teve saldo positivo de 3.066 vagas (7.850 admitidos e 4.784 desligados) e o setor agropecuário, que apresentou 38 postos de saldo (174 admitidos e 136 desligados).

Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Arthur Badalotti Smaniotto, o ótimo desempenho demonstra que Chapecó se mantém novamente na contramão da crise, ainda mais neste cenário de pandemia. “Os bons números foram puxados principalmente pelo destaque da indústria de transformação. Ainda, o Balcão de Empregos observa esta dinâmica, ampliando semanalmente o número de vagas ofertadas, para os mais diversos setores”, disse.

Número positivo de abertura de empresas

A implantação da Lei Municipal da Liberdade Econômica, que foi sancionada em dezembro do ano passado, desburocratizando os processos e focando em oportunidades, foi uma das ações que impactaram no saldo positivo de empregos. “As ações de desburocratização adotadas pelo município ainda em 2019 resultaram agora em um aumento da abertura de empresas e, desta forma, em uma maior oferta de emprego e renda para os cidadãos”, completou Smaniotto.

Em 2019, foram abertas 3.860 novas empresas em Chapecó. No primeiro semestre deste ano o número chega a 2.400, ou seja, corresponde a 60% do total que abriu no ano passado. Destas, cerca de 1.700 são MEIs (Microempreendedor Individual). “A Lei da Liberdade Econômica veio para facilitar a formalização. A média hoje para a abertura de uma empresa em Chapecó é de apenas cinco dias. Apesar da pandemia, os números positivos são consequência disso”, disse.

As áreas afetadas pela pandemia

Apesar do saldo positivo geral, alguns setores apresentaram números negativos neste primeiro semestre. O setor mais impactado foi o do comércio, que ficou negativo em 827 vagas (4.544 admitidos e 5.371 desligados). O setor de serviços também mais fechou postos de trabalhos do que abriu, com saldo negativo de 481 vagas (5.940 admitidos e 6.421 desligados). Já o ramo da construção teve pequena variação negativa de 71 postos (2.008 admitidos e 2.079 desligados).

As áreas mais afetadas foram a da alimentação (restaurantes, bares e similares) e da hotelaria. “Os hotéis registraram grande queda nas hospedagens, pois as viagens a negócio para Chapecó caíram bastante, o que impacta também na alimentação”. Além disso, Smaniotto destacou que o setor de eventos, como feiras, formaturas e casamentos, e a classe artística, como músicos e atores, foram severamente atingidos e que a Prefeitura busca alternativas para essas áreas.

O impacto da pandemia do novo coronavírus pode ser observado no comparativo mensal. Os três primeiros meses apresentaram saldo positivo de vagas: janeiro (1.095), fevereiro (1.091) e março (1.015). Mas, nos dois meses seguintes houve mais fechamento do que abertura: abril (-1.677) e maio (-115). Em junho já iniciou a retomada (316). “Os números eram positivos até a pandemia, porém, o susto passou. A previsão neste segundo semestre é seguir criando vagas”.

Lista dos 10 municípios com maior saldo positivo na análise nacional:

1º) Venâncio Aires (RS): 3.778

2º) Parauapebas (PA): 3.141

3º) Santa Cruz do Sul (RS): 2.847

4º) Pontal (SP): 2.253

5º) Rio Verde (GO): 1.868

6º) Matelândia (PR): 1.822

7º) Chapecó (SC): 1.725

8º) São Francisco de Itabapoana (RJ): 1.605

9º) Goianésia (GO): 1.488

10º) Santa Rita do Passa Quatro (SP): 1.473

Lista dos 10 municípios em Santa Catarina com maior saldo positivo:

1º) Chapecó: 1.725

2º) Seara: 910

3º) Videira: 445

4º) Itapiranga: 425

5º) Xaxim: 424

6º) Caçador: 356

7º) Canoinhas: 335

8º) Concórdia: 335

9º) São Lourenço do Oeste: 266

10º) Pinhalzinho: 235

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