Chapecó tem quatro casos de Influenza confirmados

Dados do último boletim Epidemiológico da Dive mostram que SC já contabiliza 32 casos. Vacina está disponível na rede municipal de saúde

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A cidade de Chapecó tem quatro casos confirmados de Influenza. Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde, três casos foram confirmados para Influenza A (H1N1) e um caso confirmado de Influenza B.


Além das confirmações, nove casos suspeitos tiveram resultado negativo e outros seis pacientes aguardam o resultado de exames.


No ano de 2018, Chapecó teve 15 casos confirmados de Influenza A, um caso de Influenza B, pacientes identificados com vírus sazonais chegaram a 22, além de 30 casos negativos.


A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Chapecó, Karina Giachin explica que os quatro casos confirmados foram de pacientes hospitalizados, sendo um paciente uma criança, outro um adulto e outros dois idosos.


“Chama a atenção que eles fazem parte do público alvo da vacinação, o que reforça a importância de a população contemplada pela campanha procurar a imunização”, diz.


Sobre a doença, Karina explica que os subtipos mais graves são a Influenza A (H1N1 e H3N2) e a Influenza B, que são os tipos que a vacina oferecida pelo SUS protege. “A Influenza A, principalmente a H1N1, é responsável por 75% das infecções, onde acabamos registrando os casos mais graves”, pontua.

 

Casos começaram mais cedo

 

A coordenadora conta que a campanha de Vacinação anualmente é feita no início do outono, antes do inverno, justamente para imunizar os grupos mais vulneráveis e ter tempo para a vacina proteger o paciente.


“Sempre esperamos um aumento no número de casos no inverno, mas neste ano os primeiros casos foram confirmados ainda no outono e esta é uma situação preocupante. Por isso a vacinação é importante”, enfatiza. O número de casos da doença tende a ser maior no período de maio a setembro.


Karina conta que nos casos onde há suspeita de alguma síndrome gripal, o médico imediatamente inicia o tratamento com o medicamento adequado. Mas muitos acabam sendo subtipos mais brandos da doença.


Os sinais e sintomas, em geral, são:

Febre alta

Calafrios

Tosse, que pode ser seca ou com expectoração

Dor de cabeça

Dor de garganta

Cansaço

Dor muscular

Coriza

 

Campanha de vacinação


Neste ano, a campanha de vacinação contra a Influenza segue até o dia 31 de maio. Em Chapecó, as vacinas estão disponíveis em todos os 26 Centros de Saúde de Família (CSF). Conforme a Prefeitura de Chapecó, a cobertura vacinal já alcança 65%. Ao todo, a meta é vacinar durante a campanha 59.232 pessoas.


O público alvo da campanha são pessoas com 60 anos ou mais, crianças entre 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes,  puérperas, trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

 

Vacinação é a melhor forma de prevenção


A vacina contra a Influenza é uma das medidas mais efetivas na prevenção. As doses aplicadas durante as campanhas nacionais são trivalentes, com antígenos purificados de duas cepas do tipo A e uma B.

 

Reações


Conforme a Prefeitura, as vacinas da influenza sazonais são bem toleradas e seguras, compostas  por vírus inativados, não contêm vírus vivos e não causam a doença. O mais comum são as reações locais, como dor no local da injeção, eritema e enduração que ocorrem em até 20% dos casos, resolvidos em 48 horas. Reações sistêmicas como febre, mal-estar e mialgia, podem começar de 6 a 12h após a vacinação e persistir por um a dois dias, identificadas em menos de 10% dos vacinados.

 

 

Situação em Santa Catarina

 

Dados do último boletim epidemiológico da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), divulgado dia 10 de maio mostram que de 30 de dezembro de 2018 a 10 de maio de 2019 Santa Catarina contabiliza 32 casos confirmados da síndrome respiratória aguda grave (SRAG).


A cidade que contabiliza mais casos é Blumenau, com seis. Depois vem Florianópolis e Chapecó com 4 casos; Itajaí, Joinville tem três casos cada; em seguida aparece Jaraguá do Sul e Tubarão com dois casos; Braço do Norte, Brusque, Camboriú, Criciúma, Lages, Maravilha, Palhoça, Pomerode e São José tem um caso cada.


Ao todo o estado contabilizou 345 casos notificados da doença, com a confirmação de 32 deles (9,3%), sendo 26 casos confirmados para Influenza A (H1N1) e 6 (18,8%) pelo vírus A (H3N2). Outros 201 (58,3%) casos de SRAG tiveram resultado negativo para influenza A e B (SRAG não especificada), 70 (20,3%) casos de SRAG foram ocasionados por outro vírus respiratório e 42 (12,2%) casos se encontram em investigação, aguardando confirmação laboratorial.

 

Mortes em SC

 

Ainda conforme a DIVE, três casos de morte por Influenza foram confirmados. Os óbitos confirmados por SRAG Influenza foram de pacientes residentes em Blumenau, Jaraguá do Sul e Tubarão com 1 caso cada.


Com relação a idade das vítimas, a Dive informou que um dos pacientes que faleceu em decorrência da Influenza tinha idade entre 40 e 49 anos, outro com idade entre 50 e 59 anos e o terceiro paciente acima de 60 anos.

 

Monitoramento nos últimos anos

 

O número de casos da doença tem diminuído nos últimos anos, no entanto, o número de mortes registrou um aumento no comparativo entre 2017 e 2018.


Dados da Dive, que compreendem os registros de casos confirmados e mortes entre 2012 e 2019, mostram que o ano com maior número de casos confirmados foi 2016, com 758 casos, sendo 722 diagnósticos para H1N1.


O maior número de mortes também foi neste ano, que registrou 117 casos. Dos óbitos neste ano, a maioria (114 casos) foram de pacientes diagnosticados com H1N1 e três por Influenza B.



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