Chapecoense e Criciúma se manifestam sobre caso de injúria racial contra lateral Eduardo

Clube do Oeste diz que vai lutar para as medidas cabíveis serem tomadas

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Um caso de injúria racial ocorreu logo após a vitória da Chapecoense por 2 a 0 sobre o Criciúma, na última quarta-feira (10), no estádio Heriberto Hülse, no Sul do Estado.

O lateral Eduardo foi chamado de macaco por um torcedor o time da casa. O episódio foi testemunhado pelo repórter Tadeu Costa, da Rádio Vang FM, no momento em que ia entrevistar o jogador. Irritado, o atleta respondeu o agressor e deixou o campo sem dar entrevista.

Eduardo foi o escolhido pelo clube para atender à imprensa nesta quinta (12). Ele não falou sobre o assunto na coletiva, mas depois relatou o fato aos jornalistas. O defensor não registrou boletim de ocorrência. A situação também não foi registrada em súmula.

Na quinta à noite, às 20h04, o Criciúma postou em seu site um pedido de desculpa do presidente Jaime Dall Farra para o lateral Eduardo. Pouco mais de uma hora depois, às 21h15, a Chape publicou uma nota de repúdio e afirmou que “lutará para que todas as medidas cabíveis sejam tomadas”.

Esta não é a primeira vez que o Verdão enfrenta problemas com torcedores do Tigre. Em 2017, um pequeno grupo, na arquibancada do Heriberto Hülse, gritou “ão, ão, ão, abastece o avião”, em referência à tragédia com o avião da Chape em novembro de 2016, na Colômbia.

 

CONFIRA AS NOTAS PUBLICADAS: 

CRICIÚMA

Em virtude de um fato lamentável ocorrido no jogo contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, na noite de quarta-feira (10 de abril), quero deixar claro que só fiquei sabendo do ocorrido, com ofensa racial ao atleta de nosso adversário pela matéria que acabei de ler. O fato aconteceu ao final do jogo, quando eu já me retirava para o vestiário do Criciúma, assim que li, hoje a noite (11 de abril), imediatamente, solicitei aos profissionais que cuidam das imagens de segurança do estádio, que preservem todo o material para que o Criciúma possa entregar às autoridades, assim que solicitadas, para que sejam tomadas todas as providências necessárias. Esse é um fato isolado, que não representa o comportamento do torcedor e nem do cidadão de bem do povo de Criciúma. Quero pedir em meu nome e do nosso Clube, desculpas ao atleta Eduardo, da Chapecoense, aos seus dirigentes e torcer para que as autoridades identifiquem o autor das ofensas e que essa pessoa seja punida dentro dos critérios da Lei. Temos a reta decisiva do Campenato Catarinense e torço para que, todos os Clubes e seus torcedores, possam fazer uma grande festa. Jaime Dal Fara Presidente do Criciúma Esporte Clube.

CHAPECOENSE

Na noite de ontem (quarta-feira, 10), ao deixar o gramado após a partida entre Criciúma e Chapecoense, o lateral Eduardo, infelizmente, foi mais uma das vítimas do racismo. O atleta foi chamado de macaco por uma pessoa que estava na torcida adversária, mas que, certamente, não representa em nada os torcedores carvoeiros - que receberam, de forma digna e civilizada, a delegação alviverde, fazendo uma bonita festa no Heriberto Hülse.

Em sinal de respeito e apoio ao atleta e diante de um fato tão infeliz, a Associação Chapecoense de Futebol reitera o seu repúdio, de forma veemente, a qualquer manifestação de preconceito e considera incabível, retrógrado e infundado que, ainda hoje, o racismo seja uma realidade "comum" na nossa sociedade e no futebol - famoso por nos unir nas diferenças.

O clube não ficará inerte diante deste ocorrido e lutará para que todas as medidas cabíveis sejam tomadas. Racismo não é normal e está atitude não passará.

Somos todos iguais

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