Cinto de segurança salva vidas, inclusive no banco de trás

Muitos passageiros deixam de usar o cinto quando estão no banco de trás, especialmente em vias urbanas. O não uso do cinto pode aumentar o risco de morte em caso de acidentes

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Não é só no banco da frente que o cinto de segurança salva vidas. Passageiros que vão no banco traseiro, muitas vezes, menosprezam a importância e a eficiência do dispositivo.


E é no perímetro urbano das cidades que são feitos a maioria dos flagrantes desta infração, comenta o professor de legislação de Trânsito da Unochapecó e graduado em Segurança no Trânsito, Vitor Bueno da Silva.


“As pessoas têm a falsa sensação que o impacto não vai machucar. Na rodovia até fazem o uso, mas na cidade não”, comenta.


O professor traz um dado assustador. Visualize a seguinte situação: uma pessoa pesando 60kg está sentada sem cinto no banco de trás de um veículo que transita a 60km/h. Caso esse veículo se envolva em uma batida de frente, o peso desse passageiro pode aumentar 15 vezes, chegando a quase uma tonelada com o impacto da batida, projetando seu corpo contra os ocupantes da frente do veículo com essa mesma força.


“Em uma colisão traseira, que é bastante comum, se for forte, a pessoa pode ser projetada para cima e bater a cabeça no teto, com risco de lesão cervical e quase uma tonelada de impacto sobre os passageiros da frente”, alerta.

 

Três impactos


O professor explica que em um acidente de trânsito existem três tipos de impacto para os passageiros, todos na mesma velocidade em que o veículo circula: o impacto do carro contra o obstáculo; depois do ocupante contra o carro e o terceiro é dos órgãos internos contra a parede do corpo e é nesse momento que os ferimentos podem se agravar, inclusive com hemorragia. “O choque do corpo contra o painel, por exemplo, pode provocar esmagamentos, fraturas. E ainda teria o somatório do impacto do passageiro do banco de trás sobre os ocupantes da frente”, pontua.

 

Cinto para todos

 

Por isso o uso do cinto, tanto na frente quanto no banco de trás, é fundamental e obrigatório. O uso dele aumenta em média 25% as chances de o passageiro sobreviver a uma batida. “Ele atenua ou, dependendo da força da batida, pode reduzir totalmente o impacto, mantendo o passageiro próximo ao banco”, diz.


Há outro aspecto importante observado pelo professor com relação ao cinto de segurança. “Apesar de ele não ter um prazo de validade, se ele já se envolveu em um acidente com impacto, o ideal é fazer a troca. É como um capacete para moto. Se ele cumpriu seu papel, de proteger de um impacto, deve ser substituído”, comenta. O ideal é que o motorista procure oficinas especializadas e substituam por novos dispositivos de retenção aprovados pelo Inmetro.

 

É Infração grave


Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), “Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança, conforme previsto no artigo 65, é infração grave, com cinco pontos na CNH, e multa de R$ 195,23.



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