Com 98 casos confirmados de coronavírus, Entre Rios decreta calamidade pública

Atividades não essenciais permanecerão fechadas pelos próximos 10 dias, além da proibição do transporte, inclusive o fretamento para funcionários de frigoríficos e ouras empresas e obrigatoriedade do uso de máscara

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Com 98 casos confirmados de coronavírus, uma morte provocada pela doença e outros 15 casos suspeitos aguardando resultado, a Prefeitura da cidade de Entre Rios decretou situação de calamidade pública. O decreto foi assinado pelo prefeito Jurandir Dell Osbel e publicado na segunda-feira (1º). O município tem uma população de pouco mais de 3,2 mil habitantes, cerca de 40% deles de indígenas.


O que diz o decreto



Entre as previsões do decreto estão o fechamento dos serviços e atividades públicos e privados não essenciais, especialmente com a proibição da circulação de veículos de transporte coletivo urbano municipal, intermunicipal e interestadual de passageiros, inclusive o fretamento para transporte de funcionários de frigoríficos e outras empresas, além da entrada de novos hóspedes no setor hoteleiro.


A circulação de pessoas, individualmente ou em grupo, também está proibida no horário das 20h às 6h pelo período de 10 dias, a contar de 1º de junho, salvo em caso de trabalho – com vínculo empregatício comprovado – necessidade de urgência e emergência.


Pelo decreto ainda ficam expressamente proibidos a utilização de praças, parques, estacionamentos e outros espaços; uso compartilhado de bebedouros em locais de acesso público; uso de propriedades particulares para realização de festas e eventos com aglomeração de pessoas; uso compartilhado de áreas comuns em condomínios, associações, clubes etc; e a realização de cultos e missas.


>> Confira na íntegra o decreto <<

 

Preocupação na cidade


A secretária de Saúde do município, Sonia Belém, destaca que dos 98 casos confirmados, 28 deles são de indígenas. Dos pacientes em situação mais grave está um morador da aldeia, que está internado na UTI do Hospital Regional São Paulo de Xanxerê e mais um idoso e uma criança internados em enfermaria no Hospital Frei Bruno de Xaxim.


“Os casos começaram a se confirmar em trabalhadores da agroindústria que andavam no mesmo ônibus, ficavam próximos, mas agora está espalhado pela cidade”, comentou.


Ela lembrou que muitos moradores não acreditavam na gravidade da doença e por isso não adotavam os cuidados recomendados. Agora, no entanto, ela percebe uma adesão maior da população aos cuidados recomendados, inclusive na aldeia indígena. “Nossa preocupação maior são os pacientes que possam vir a adoecer. Por sermos um município pequeno e nossa população ser boa parte indígena, que é mais vulnerável, e não temos hospital e acabamos tendo que levar para outras cidades”, lembrou.


O município conta com uma equipe de saúde básica para dar atendimento aos moradores. “Nesta semana contratamos uma médica e uma enfermeira para ajudar na unidade. Os pacientes que nos procuram, se são sintomáticos a gente faz o acompanhamento, liga diariamente, faz visitas se necessário”, explica. Ela conta ainda que uma tenda foi locada pela prefeitura e instalada em frente ao posto de saúde para atender pacientes com síndromes respiratórias, evitando assim que eles entrem no posto de saúde.

 

Expectativa de redução nos casos


Com o decreto de calamidade e as medidas de isolamento impostas, a secretária acredita que será possível conter o avanço no número de casos. “Se a população realmente se cuidar e usar a máscara, acreditamos que podemos diminuir esse número”, pontua. Além do fechamento dos serviços não essenciais por 10 dias, transporte coletivo, hotéis e outras atividades, também será obrigatório o uso de máscaras e quem descumprir poderá ser multado em R$ 250.

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